Amanda Karolyne
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Uma mulher suspeita de cometer furtos em joalherias de shoppings foi presa em flagrante no Iguatemi, no Lago Norte. Ela teria feito vítimas em vários outros estados. A prisão foi realizada por policiais da 9ª Delegacia da Polícia Civil do DF, na terça-feira (4). A criminosa foi flagrada com dois anéis furtados no mesmo dia, em dois shoppings em Goiânia (GO). Cada joia tem valor aproximado de R$ 20 mil.
A prisão de Adriana Aparecida Shueko Iamamotto, 45 anos, conhecida como Japonesa, já foi convertida para preventiva e ela será encaminhada para a Colmeia. Japonesa cometeu os furtos em Goiânia e, em seguida, pegou um ônibus para Brasília. Chegando na capital, foi direto para o shopping Iguatemi. “O plano dela era furtar joalherias de Brasília e, logo depois, seguir para a cidade onde mora, Montes Claros (MG)”, explica o delegado Henry Galdino.
A polícia já estava investigando uma mulher que praticava furto em joalheria de shoppings em várias cidades do País. Segundo o delegado Galdino, a polícia vinha mantendo contato direto com administrações de shoppings e teve a notícia de que ela cometeu dois furtos em estabelecimentos diferentes em Goiânia. “Depois que os furtos foram efetuados, a segurança do shopping de Goiânia avisou a segurança dos shoppings da capital”, destaca. Logo que a polícia foi notificada, passou a monitorar a suspeita na área do Iguatemi.
Adriana desconfiou que estava sendo observada e apenas caminhou pelo estabelecimento. “Para não perdê-la de vista, efetuamos a abordagem e encontramos os anéis. Ela estava com mais de R$ 40 mil nos dedos”, frisa. Com ela também estavam outros três anéis, que ela diz que são bijuteria, e algumas pulseiras. De acordo com o delegado, será feita uma perícia para averiguar se são mesmo bijuteria.
- Foto: Myke Sena
- Foto: Myke Sena
- Foto: Myke Sena
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Ações
Para praticar os furtos, Japonesa olhava as vitrines, pedia para os funcionários que pegassem os anéis e, no minuto em que eles se distraiam, trocava a peça por um dos anéis falsos que ela usava. “Os anéis que ela andava eram parecidos com joias das lojas em que furtava”, cita. O delegado Henry Galdino acredita que a acusada tinha um jeito particular de enganar as vendedoras das lojas.
Quando foi abordada, Adriana alegou ser cleptomaníaca. “Interessante é que, no meu entendimento, cleptomaníaco vê uma coisinha aqui e leva, coisas de pequeno valor”, aponta o delegado. Em razão de um modus operandi em que comete furtos de joias de altíssimo valor e os leva nos dedos, o delegado não acredita na justificativa. “Não acho que seja cleptomaníaca, mas não sou médico nem nada”.
Suspeita agia sozinha
A 9ª DP está investigando possíveis furtos que Adriana possa ter cometido em Brasília. Há outras investigações, incluindo dois furtos em São Paulo, Belo Horizonte e na região norte do País. “É provável que ela tenha cometido esses delitos aqui na região”, afirma o delegado Henry Galdino. Ela já responde pelo crime em São Paulo, Minas Gerais, Santa Catarina e Rio de Janeiro.
Segundo a Polícia Civil, Japonesa cometia os furtos sozinha. As investigações não apontam para possíveis parceiros, só receptadores. “Por isso não concluímos que ela esteja ligada a quadrilhas de furtos”. A moça alega estar arrependida. Ela diz ter problemas psiquiátricos. “Mas só quem vai dizer se isso é verdade, é o juiz”, finaliza.



