Menu
Brasília

‘Especialista’ em furto de joalherias é presa no DF

Arquivo Geral

05/07/2017 12h40

Atualizada 06/07/2017 15h12

Foto: Myke Sena

Amanda Karolyne
redacao@jornaldebrasilia.com

Uma mulher suspeita de cometer furtos em joalherias de shoppings foi presa em flagrante no Iguatemi, no Lago Norte. Ela teria feito vítimas em vários outros estados. A prisão foi realizada por policiais da 9ª Delegacia da Polícia Civil do DF, na terça-feira (4). A criminosa foi flagrada com dois anéis furtados no mesmo dia, em dois shoppings em Goiânia (GO). Cada joia tem valor aproximado de R$ 20 mil.

A prisão de Adriana Aparecida Shueko Iamamotto, 45 anos, conhecida como Japonesa, já foi convertida para preventiva e ela será encaminhada para a Colmeia. Japonesa cometeu os furtos em Goiânia e, em seguida, pegou um ônibus para Brasília. Chegando na capital, foi direto para o shopping Iguatemi. “O plano dela era furtar joalherias de Brasília e, logo depois, seguir para a cidade onde mora, Montes Claros (MG)”, explica o delegado Henry Galdino.

A polícia já estava investigando uma mulher que praticava furto em joalheria de shoppings em várias cidades do País. Segundo o delegado Galdino, a polícia vinha mantendo contato direto com administrações de shoppings e teve a notícia de que ela cometeu dois furtos em estabelecimentos diferentes em Goiânia. “Depois que os furtos foram efetuados, a segurança do shopping de Goiânia avisou a segurança dos shoppings da capital”, destaca. Logo que a polícia foi notificada, passou a monitorar a suspeita na área do Iguatemi.

Adriana desconfiou que estava sendo observada e apenas caminhou pelo estabelecimento. “Para não perdê-la de vista, efetuamos a abordagem e encontramos os anéis. Ela estava com mais de R$ 40 mil nos dedos”, frisa. Com ela também estavam outros três anéis, que ela diz que são bijuteria, e algumas pulseiras. De acordo com o delegado, será feita uma perícia para averiguar se são mesmo bijuteria.

Ações

Para praticar os furtos, Japonesa olhava as vitrines, pedia para os funcionários que pegassem os anéis e, no minuto em que eles se distraiam, trocava a peça por um dos anéis falsos que ela usava. “Os anéis que ela andava eram parecidos com joias das lojas em que furtava”, cita. O delegado Henry Galdino acredita que a acusada tinha um jeito particular de enganar as vendedoras das lojas.

Quando foi abordada, Adriana alegou ser cleptomaníaca. “Interessante é que, no meu entendimento, cleptomaníaco vê uma coisinha aqui e leva, coisas de pequeno valor”, aponta o delegado. Em razão de um modus operandi em que comete furtos de joias de altíssimo valor e os leva nos dedos, o delegado não acredita na justificativa. “Não acho que seja cleptomaníaca, mas não sou médico nem nada”.

Suspeita agia sozinha

A 9ª DP está investigando possíveis furtos que Adriana possa ter cometido em Brasília. Há outras investigações, incluindo dois furtos em São Paulo, Belo Horizonte e na região norte do País. “É provável que ela tenha cometido esses delitos aqui na região”, afirma o delegado Henry Galdino. Ela já responde pelo crime em São Paulo, Minas Gerais, Santa Catarina e Rio de Janeiro.

Segundo a Polícia Civil, Japonesa cometia os furtos sozinha. As investigações não apontam para possíveis parceiros, só receptadores. “Por isso não concluímos que ela esteja ligada a quadrilhas de furtos”. A moça alega estar arrependida. Ela diz ter problemas psiquiátricos. “Mas só quem vai dizer se isso é verdade, é o juiz”, finaliza.

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado