O erro do Cespe na correção do vestibular para a Escola Superior de Ciências de Saúde (Escs) ainda mobiliza os estudantes prejudicados. Por volta das 15h de ontem, um grupo de quase 200 alunos de medicina e enfermagem não apenas da faculdade, como também da Católica (UCB), UnB e UniCEUB, se reuniu em frente à Câmara Legislativa para protestar.
“Conseguimos uma reunião com a Comissão de Educação e Saúde para não apenas falar dos 58 alunos desmatriculados, mas para pedir mais professores, melhor estrutura nos hospitais do internato e mais estrutura para a escola”, disse Naiana Coelho, uma das pessoas excluídas da Escs pela publicação do novo edital.
Estudantes da rede privada compareceram em apoio. “As melhorias pleiteadas são pedidas há muito tempo. Entendemos que são benfeitorias para todos, não apenas da rede pública”, explicou Alex Angelo, membro do Centro Acadêmico de Medicina do UniCEUB.
Larissa Nascimento abandonou o trabalho após seu nome ter aparecido na primeira lista de aprovados. Agora ela amarga desemprego e ainda não está matriculada no curso de enfermagem que tanto queria. “Minha família fez tanto sacrifício para eu conseguir e achei que tinha dado. Minha esperança é que a Justiça permita que eu continue”, reclamou a jovem, que entrou com uma ação contra a escola.
O Cespe lamentou a falha, enquanto a Escs suspendeu as aulas do 1º ano para que os alunos tivessem tempo para buscar a Justiça.
Entenda o caso
As aulas na ESCS começaram em 17 de fevereiro, mas um mês depois, após ação de um dos reprovados, foi constatado erro na correção das redações do vestibular. O assunto veio à tona após reportagem do JBr.
Ao todo, 58 pessoas perderam suas matrículas, dando lugar a outros candidatos. Segundo advogados da OAB, a ESCS está correta ao garantir o direito de quem passou legitimamente na seleção.