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Brasília

Escolas do Grupo de Acesso superam barreiras para desfilar no Ceilabódromo

Arquivo Geral

21/02/2012 12h02

Kamila Farias

kamila.farias@jornaldebrasilia.com.br

 

Aproximadamente oito mil pessoas, segundo a estimativa da Polícia Militar, assistiram ao primeiro dia de desfile das escolas do Grupo de Acesso, no Ceilambódromo. A animação e a paz imperaram nas arquibancadas durante a passagem da Unidos da Vila Paranoá, Projeto Colibri, Império do Guará e Acadêmicos de Santa Maria.

 

A primeira a entrar na avenida foi a Unidos da Vila Paranoá, às 20h. Com o enredo Alô, alô, me mande uma mensagem por favor,  mostrou a evolução da comunicação ao longo dos tempos. A escola animou quem chegou cedo e recebeu aplausos, principalmente para a bateria.

 

A apresentação começou pela era da caverna, quando havia apenas gestos e grunhidos. Passou pela criação do papel e seguiu com as mensagens em alto-mar. O pombo-correio foi simbolizado pelo mestre-sala e a porta-bandeira, e a bateria representou o toque de tambor. Por fim, o desfile chegou ao telefone, celular e computador.

 

Ao final do desfile, boa parte dos 384 integrantes caiu no choro. Segundo David Santos, vice-presidente da escola, muita coisa fugiu do esperado. “A força da galera foi imprescindível, mas era para ser muito melhor”, disse, emocionado. A escola entraria com 500 integrantes, mas um ônibus quebrou.

 

Dedicação

O mesmo problema de transporte teve o Projeto Colibri, de São Sebastião, que entraria com 750 componentes, mas chegaram apenas 467. “Deixamos muita gente fora devido ao pouco tempo e ainda tivemos  ônibus quebrando. Mas estamos muito felizes. Tudo graças ao carinho e dedicação do pessoal”, comentou o presidente da escola, Milton Lemos.

 

O tema escolhido foi Mulheres Guerreiras, Mulheres Brasileiras, que começou com uma comissão de frente bem coreografada, mas formada por homens, o que deixou uma curiosidade no ar. “Seria uma mulher grávida, e os homens a reverenciando. Mas na hora ela, que está de sete meses, passou mal, e entramos só com os homens”, explicou Lemos.

 

Mesmo com as dificuldades, a escola acredita ter transmitido sua mensagem. Alas homenagearam a Princesa Isabel, Carmem Miranda, Maria Bonita, Movimento das Mulheres Catadoras, Cora Coralina, e por fim, um carro simbolizando as mulheres guerreiras e trabalhadoras, com uma integrante caracterizando a presidente Dilma Rousseff.

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