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Brasília

Escola em Ceilândia reduz carga horária por falta de gás

Arquivo Geral

05/02/2014 20h45

Os alunos da Escola Classe 13, na QNM 24/26 de Ceilândia tiveram o horário de aula alterado por falta de gás para o preparo do lanche. Os estudantes, que teriam nesta quarta-feira o primeiro dia de aula, foram surpreendidos com um cartaz na entrada da unidade de ensino informando do problema e das alterações nos horários matutino e vespertino.
 

Uma funcionária confirmou a falta de gás na cozinha da escola. Ela informou que os próprios funcionários compraram o último bujão. Procurada, a direção da escola informou que não estava autorizada pela Coordenação Regional de Ensino a dar entrevista. 

Descaso com alunos
 
Os pais ficaram revoltados com a situação e reclamaram do descaso com a educação pública. Tércio Vicente de Paula, pai de um aluno do 2º ano do ensino fundamental, contou que, ao chegar na escola para deixar seu filho, ficou sabendo da falta de gás. “A vice-diretora da escola me informou que a escola estava sem gás, mas não cheguei a ver o cartaz no portão. Ela mesma afirmou que a escola estava sem gás”. 
 
Ele ainda afirma que não sabe a partir de quando a escola voltará a ter aula normal. “Fui deixar meu filho e me informaram que só estavam recebendo os materiais escolares, e que não haveria aula hoje e talvez, nem amanhã”, diz. 
 
Secretaria de Educação
 

Não há informações se a falta de gás esta relacionada à falta de verba. A Secretaria da Educação informou que a Escola Classe 13, de Ceilândia, não apresentou os documentos necessários para requerer a verba do PDAF, e por isso, até a presente data, não recebeu os recursos. A pasta também destacou que as unidades escolares recebem lanches que podem ser preparados sem a utilização de gás. A escola já foi informada e os documentos estão sendo entregues para normalizar o repasse.
 
De acordo com a SEDF, a partir desta quinta-feira (6), as aulas serão normalizadas. O dia letivo de hoje (5) será reposto. A Coordenação Regional de Ceilândia foi procurada, mas não se pronunciou sobre o caso. 
 
Caso continua
 
Esta não é a primeira vez que funcionários precisam tirar de seus próprios bolsos para resolver problemas de interesse público. A maioria das escolas ainda continua sem receber verba para reformas e investir em recursos para os mais de 470 mil alunos matriculados na rede pública. ALguns dos funcionários, para garantir o mínimo de conforto aos alunos, tiram de seus próprios recursos para reparar problemas. O GDF alega que não há dinheiro para tais recursos. O rombo nos cofres seria de 70 milhões de reais, como mostra reportagem. 
 
Os pais aguardam as providências.

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