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Brasília

Escola de samba vai fazer um retrato da cultura baiana para homenagear ex-presidente

Arquivo Geral

11/02/2012 7h09

Kamila Farias
kamila.farias@jornaldebrasilia.com.br

 

Este será o primeiro Carnaval da escola de samba Candangos do Bandeirante sob a gestão do presidente Rogério Raimundo da Silva, Mas isso não significa que ele seja inexperiente, pois está na escola desde os cinco anos de idade.

 

 

O pai foi um dos fundadores e a mãe sempre desfilou na escola. Foi nesse ritmo que os filhos do casal cresceram com o gosto pelo samba. Mas este será o primeiro ano que Rogério não tocará na bateria. E é essa paixão que levará para o Ceilambódromo  o enredo Bahia, sua história, crenças e tradições.

 

 

A escola vai falar da cultura baiana, com suas comidas típicas, frutos, temperos, times de futebol e cidades. A história também aborda os ritos, crenças e tradições. A Bahia desfilará na avenida e segundo o presidente, com muitas surpresas, principalmente na comissão de frente.

 

 

O tema foi escolhido em homenagem a um ex-presidente da escola já falecido. “Ele tinha escrito esse enredo e nós adaptamos um pouco, para contar toda a história na avenida”, explica Rogério da Silva.

 

 

Dividida

 

Sem sede própria, a escola usa três espaços diferentes para preparar o Carnaval. Em Candangolândia fica a confecção dos carros alegóricos e o local de ensaio, feito aos sábados, a partir das 21h, na Praça do Bosque. E as fantasias são criadas em Águas Lindas de Goiás, na casa do carnavalesco da escola.

 

 

“Tínhamos um espaço aqui, mas tiraram a gente de lá para construir um banco. Prometeram que arranjariam outro lugar, mas até agora, nada. Mas, tanto a administração da Candangolândia quando do Núcleo Bandeirante estão apoiando a gente como podem”, afirma o presidente.

 

 

O diretor de Carnaval da escola, Ivanilson Luiz, diz que a situação seria bem diferente se cada escola tivesse sua quadra. “Não iríamos depender tanto do governo. Todos os governantes nos prometem um espaço, mas nada foi feito. O Carnaval aqui é bem complicado. A gente faz porque gosta, pois não tem nenhuma estrutura”, revela.

 

Leia mais na edição impressa deste sábado (11) do Jornal de Brasília.

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