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Brasília

Escola de Formação de Bailarinos de Brasília recebe mais de 200 crianças em audição

Curso gratuito com apoio do GDF oferece 90 vagas e visa democratizar o acesso ao balé no DF

Redação Jornal de Brasília

18/07/2025 20h29

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Ao todo, foram 245 inscritos que disputam 90 vagas no curso gratuito, a ser ministrado a partir de segunda-feira (21), no Centro de Dança do DF e em Planaltina | Fotos: Tony Oliveira/Agência Brasília

Mais de 200 crianças, de 9 a 13 anos, participam nesta sexta-feira (18) e sábado (19) de audições para a Escola de Formação de Bailarinos de Brasília, que conta com apoio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal (Secec). Ao todo, foram 245 inscritos que disputam 90 vagas no curso gratuito, a ser ministrado a partir de segunda-feira (21), no Centro de Dança do DF e em Planaltina.

Projeto que valoriza a dança

“A Escola de Formação de Bailarinos de Brasília é um projeto incrível, que leva cultura, inclusão e o desenvolvimento artístico para as crianças e adolescentes da nossa cidade. Uma iniciativa que valoriza a dança como política pública, que transforma vidas e abre as portas para o futuro”, destacou a vice-governadora Celina Leão.

“O balé, por muitos anos, foi considerado uma arte de elite, como se fosse exclusiva para pessoas com muito acesso a recursos. E nós entendemos que o balé é uma arte que precisa ser popularizada. Precisa se capilarizar para todas as RAs, para todas as classes sociais. Esse projeto representa exatamente isso. Reconhecendo a vocação do Centro de Dança para ser um hub da dança no Distrito Federal, nós entendemos que o balé vai ser democratizado por meio desse tipo de iniciativa”, emendou o subsecretário do Patrimônio Cultural do DF, Felipe Ramón.

Curso gratuito com cinco meses de duração

Os selecionados participarão de um curso com cinco meses de duração, até dezembro. As aulas serão no contraturno escolar, de segunda a sexta-feira. Serão três turmas, com alunos divididos por faixa etária e ano de formação. “Eles terão aulas teórica e prática. Dependendo do ano, tem aula de musicalização, de história da dança, preparação física, tem balé clássico, e as turmas mais avançadas têm jazz, danças urbanas e ponta”, detalhou o professor Luis Ruben Gonzalez, diretor artístico do Corpo de Baile.

Expectativa e sonhos em cena

O clima no primeiro dia da seletiva foi de muita expectativa. Tanto por parte das crianças quanto dos pais. “Estou muito feliz, porque é meu sonho ser bailarina, acho muito bonito, muito perfeito”, contou Marina Galeano, 12 anos. “Desde que ela tinha dois anos já colocava a roupinha de balé, sempre foi muito ligada à dança. Então, a expectativa é muito grande”, acrescentou a mãe, a brigadista Roseane Galeano, que ainda reforçou a importância de o projeto ser gratuito: “tem muitas crianças que não têm condições de pagar um curso de balé clássico. Tem na escola, mas não é a mesma coisa”.

Sofia Coelho, 12, também viu na iniciativa a chance de voltar aos tablados e de realizar o sonho de dançar em grandes palcos. “Eu fiz balé dos 5 aos 8 anos, mas parei na pandemia. Sempre sonhei [ser bailarina], mas sempre vi como um sonho muito distante. Só que agora eu estou vendo que é uma oportunidade para mim, de eu conseguir seguir meu sonho, de conseguir ter uma carreira profissional e até ir pra fora do Brasil em algumas grandes escolas”, celebrou. “O sonho dela é o meu sonho, a felicidade dela é a minha e estou aqui para apoiar ela em tudo que ela decidir”, disse, emocionada, a mãe, a dona de casa Rose Coelho.

Reforma do espaço e apoio do GDF

Espaço onde ocorrem as audições e que receberá parte das turmas da Escola de Formação, o Centro de Dança do Distrito Federal acaba de passar por uma reforma. “Foi um trabalho muito intenso, revitalizando questões que precisavam de um olhar especial, de um carinho, por exemplo o piso da sala. É um piso flutuante específico, de madeira naval, para que a dança possa ocorrer sem intercorrências e sem nenhum risco de acidente”, explicou Felipe Ramón.

O trabalho faz parte de um esforço do Governo do Distrito Federal (GDF) para recuperar equipamentos culturais importantes para a capital. “Isso começou lá no Mab, que estava há muito tempo fechado. E, desde então, nós reabrimos diversos espaços, o principal deles foi o Teatro Nacional, que após 11 anos fechado voltou a receber atividades, e as linguagens relacionadas ao balé têm espaço garantido no Teatro Nacional, nós já tivemos apresentações de balé clássico este ano lá”, apontou o subsecretário. “O Teatro, o Centro de Dança e os demais espaços culturais formam um ecossistema. Para que esse ecossistema se reproduza, cresça e atinja cada vez mais pessoas, eles precisam estar sempre em constante renovação. Foi o que a gente fez”, arrematou.

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