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Escândalo: vereador vincula causa LGBT a imagem de Lázaro Barbosa

No post, feito no Dia Internacional do Orgulho LGBT, a imagem mostra a sigla descrita como sendo “Lázaro Ganhou Bastante Tiro”

Foto: reprodução

Guilherme Gomes e Gilberto Rios

O vereador de Foz do Iguaçu, Cabo Cassol (Podemos), fez uma publicação em uma rede social vinculando a imagem do serial killer Lázaro Barbosa a causa LGBTQAP+. No post, feito no Dia Internacional do Orgulho LGBT, a imagem mostra a sigla descrita como sendo “Lázaro Ganhou Bastante Tiro”.

Cassol foi representado por divulgar nas redes sociais uma homofóbica imagem de uma montagem. O documento foi apresentado nesta quarta-feira (7) pela Associação de Travestis e Transexuais de Foz do Iguaçu “Casa de Malhu”. “Não foi só uma publicação, aconteceram outras que alegavam que a comunidade LGBT destruía a família brasileira, essas coisas”, disse a coordenadora da instituição, Bruna Ravena.

“O próprio Cabo Cassol nos recebe muito bem na câmara. Isso nos causa estranheza. Todos tem o livre direito de expressão, mas você não pode abusar dela”, continuou a coordenadora.

Por meio de uma nota de repúdio, a Associação de Travestis e Transexuais de Foz do Iguaçu “Casa de Malhu” entendeu que “um agente público que se dispõe a dialogar e construir junto as todes em um parlamento, ao fazer chacota com o Dia Internacional do Orgulho LGBTQIAP+ pratica discurso de ódio e banaliza nossas lutas históricas reconhecidas internacionalmente”.

“Um dia antes ou após o post do vereador, uma travesti foi assassinada. A publicação que ele compartilhou incita mais ainda o ódio à comunidade”, disse Bruna Ravena.

A Associação classifica a postura do vereador como inapropriada e incentiva práticas de violências de gênero. “Um vereador, que é um representante do povo, deveria prezar pela defesa da população mais vulnerável e ajudar a combater toda e qualquer forma de discriminação”, diz o documento.

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Vereador Cabo Cassol. Foto: reprodução

Lázaro Barbosa

Lázaro Barbosa morreu em conflito com as forças policias após uma fuga que durou 20 dias. Ele é acusado de matar uma família no Distrito Federal, além de cometer outros crimes na Bahia.

Mais de 250 policiais participaram da força-tarefa que acabou com Lázaro morto. Drones, helicópteros, rádios comunicadores, mateiros, cães farejadores também integraram a equipe.

O boletim de ocorrência revela que os policiais atiraram 125 vezes durante a troca de tiros. A Secretaria Municipal de Saúde de Águas Lindas, cidade onde Lázaro foi atendido, informou que ele foi atingido por pelo menos 38 tiros.

Além disso, o secretário de Segurança, Rodney Miranda, firmou que o suspeito descarregou uma pistola contra os policiais. Com ele, foi encontrado um revólver calibre 38, uma pistola, munições, dinheiro e alimentos.

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