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Ericka Filippelli apresentará Plano Distrital de Políticas para Mulheres

“O objetivo das reuniões com diversos segmentos também é estreitar as relações com todas as mulheres do DF”, diz a secretaria

Por Catarina Lima 28/04/2021 6h15
Ericka Filippelli. Foto: Divulgação

Em julho deverá ser apresentado o II Plano Distrital de Políticas para Mulheres. O documento, que será um retrato dos anseios e das necessidades das mulheres da capital, ouviu mulheres de vários segmentos. A secretária de Mulher, Ericka Filippelli, disse que todas as secretarias do governo contribuíram para a elaboração do Plano, que está em fase final de elaboração. “O objetivo das reuniões com diversos segmentos também é estreitar as relações com todas as mulheres do DF”, apontou Ericka.

No momento, por meio da subsecretaria de Promoção das Mulheres, a pasta está realizando reuniões on-line com lideranças femininas representantes das diversidades étnico-racial e sexual, para complementar os resultados da consulta pública do II Plano Distrital de Políticas para Mulheres (PDPM).

“A ideia é ouvir, nos próximos dias, as contribuições lideranças femininas de grupos minoritários, entre elas, as quilombolas, as indígenas, as profissionais do sexo; as ciganas, as LBTs; as negras; as deficientes; as mulheres em situação de rua e as que vivem na zona rural. ”

Ericka Filippelli destacou que a Secretaria quer abrir espaço para discussões que possibilitem a sugestão de políticas públicas no PDPM, que contemplem as demandas específicas dos grupos de mulheres que vivem em situação de vulnerabilidade. “Uma política pública eficiente tem que ser estruturada a partir de uma base, que leva em consideração o orçamento disponível, um embasamento de dados que justifique a proposta e o monitoramento da ação. Por isso, criamos o PDPM, e a colaboração da população se torna indispensável para a institucionalização dessas políticas”, reforçou.

Quilombolas

Um dos grupos que estão sendo ouvidos pela Secretaria para a formulação do documento são as mulheres quilombolas, oriundas de comunidades descendentes de escravos fugitivos, que estão presentes em todo o território brasileiro, onde se busca preservar as tradições ancestrais relacionadas à religião, medicina, gastronomia e arte. “Normalmente, estamos localizados em áreas rurais e ficamos afastados de centros urbanos, por isso, muitas vezes, somos invisibilizados e esquecidos”, explicou engenheira agrônoma quilombola, Danusa Lisboa, “Esta escuta promovida pela Secretaria da Mulher traz visibilidade à comunidade, dá espaço e voz para que a gente possa falar das nossas necessidades e das dificuldades”, completa a engenheira.

Sinal Vermelho

Segundo a secretária da Mulher, os supermercados, farmácias, hotéis e condomínios do DF já se preparam para aderir ao Código Sinal Vermelho, campanha da Associação de Magistrados do Brasil (AMB) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que no DF, desde março, tornou-se decreto do governador Ibaneis Rocha. A ideia do programa é que a mulher – por meio de um X vermelho na palma da mão – denuncie nos estabelecimentos comerciais listados, estar em situação de violência. Os devem colaboradores serão treinados para ajudar a mulher e acionar as forças de segurança, que farão o socorro da vítima. Muitos estabelecimentos já procuraram a Secretaria para aderir ao programa.

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