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Brasília

Época de chuvas exige cuidado redobrado na hora de dirigir

Arquivo Geral

04/02/2013 18h00

A chegada do verão em Brasília traz junto as chuvas. Dirigir nesta época se torna uma tarefa perigosa, já que o asfalto molhado proporciona armadilhas que podem surpreender até os motoristas mais experientes. A pista se torna, naturalmente, mais escorregadia, uma vez que há diminuição de atrito entre os pneus e o asfalto. A mistura da água com pó, restos de óleo e outros resíduos colabora para que o atrito diminua ainda mais.

 

Uma das situações que mais causa acidentes no trânsito em épocas de chuva se chama aquaplanagem ou hidroplanagem. O fenômeno consiste na perda de contato dos pneus com a pista e ocorre ao passar em lâminas d’água. É mais comum em vias bem pavimentadas e a velocidade é um fator predominante: em altas velocidades, a chance de ocorrer uma aquaplanagem é muito maior.

 

Ao dirigir na chuva, o motorista deve tomar cuidado redobrado: manter uma distância segura do veículo da frente e andar em uma velocidade segura são comportamentos que o motorista deverá manter para evitar acidentes. “Manter uma distancia mínima de pelo menos 10 metros do veículo à sua frente, reduzir a velocidade, acender os faróis ou lanternas e manter os vidros desembaçados são alguns dos cuidados primários que todo motorista deve ter no período de chuvas”, explica Alessandro Soldi, diretor de Vendas do Sindicato dos Concessionários e Distribuidores de Veículos do Distrito Federal – SINCODIV/DF.

 

A fim de evitar acidentes, os motoristas deverão adotar uma postura mais cautelosa no trânsito. O asfalto molhado e esburacado, somados à imprudência, podem ser fatais. “Os buracos costumam causar uma mudança de direção do veículo, o que tende a interferir no trajeto de outros automóveis que seguem na mesma via”, alerta Soldi. A maioria dos acidentes nesta época é ocasionada pelas chuvas e neblinas, falta de manutenção dos veículos, excesso de velocidade e, também, pelo modo de condução imprudente.

 

Manutenção

 

Muitos motoristas não seguem as recomendações especificadas pelos fabricantes para as revisões. “Ao não fazer as revisões preventivas, o proprietário acaba realizando estas manutenções junto com as corretivas. Isso ocasiona em maior custo ao bolso do consumidor”, garante Soldi.

 

Para diminuir o risco de acidentes, deve-se checar sempre o estado e calibragem dos pneus. Para saber se os pneus ainda estão em bom estado, é só verificar os sulcos: conforme o Código de Trânsito Brasileiro (CTB), é obrigatório uma saliência de 1,6 milímetros na base do sulco. Se a banda ainda está acima desta marcação, o pneu ainda tem vida útil. Se o pneu está no nível desta, ou a banda tem menos de 1,6 milímetros de altura, fique atento: é hora de trocar os pneus.

 

Além dos pneus, é indispensável manter em dia o sistema de frenagem e de amortecimento dos veículos. Estes sistemas tem papel importante na estabilidade dos automóveis e, quando em ordem, podem evitar acidentes. O sistema elétrico deverá estar em ordem, já que ele coordena vários dos sistemas presentes em um veículo. “O sistema elétrico deverá estar em ordem. O funcionamento de faróis e dos limpadores de para-brisa – se houver limpador traseiro – dependem do sistema elétrico dos carros”, explica Soldi.

 

Confira mais dicas para manter o seu carro preparado para o período de chuvas:

 

 – Palhetas do limpador de para-brisa: se estiverem ressecadas, os vidros não serão limpos com eficiência, o que prejudica a visão do motorista;

 

 – Luzes das lanternas: ajudam na iluminação e sinalização para os outros motoristas. Luzes queimadas resultam em multa de R$ 127 e 5 pontos na carteira;

 

– Água do esguicho: o reservatório de água para o para-brisa, geralmente no cofre do motor, deverá estar com líquido. Isso ajuda na hora de limpar o vidro dianteiro – em alguns carros o traseiro também – para melhorar a visibilidade;

 

– Borracha das portas: deverão estar em bom estado, vedando a entrada de água no habitáculo;

 

– Sistema de freios: disco e pastilha deverão estar em dia. Na chuva, a distância de frenagem aumenta;

 

– Evitar água acima da metade da roda: a água pode entrar no filtro de ar. Caso isso aconteça, o motor pode travar e o prejuízo pode ser enorme. Pode haver o rompimento da correia dentada, empenamento de bielas e quebra do pistão e até do bloco do motor por causa da pressão da água.

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