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Brasília

Entre moedas e memórias, Brasília homenageia JK nos 50 anos de sua morte

Exposição inédita no 19º Encontro Nacional de Colecionadores reúne peças históricas ligadas ao ex-presidente e à construção da capital. Evento será realizado nos dias 6 e 7 de novembro, com entrada gratuita

Débora Oliveira

28/10/2026 18h51

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Foto: Divulgação

Meio século depois da morte de Juscelino Kubitschek, a história de um homem que sonhou com uma nova capital e ajudou a erguer Brasília será revisitada por meio de pequenos fragmentos do passado. Moedas, cédulas, selos, medalhas, fotografias e documentos históricos vão compor uma exposição especial dedicada ao ex-presidente durante o 19º Encontro Nacional de Colecionadores de Brasília, nos dias 6 e 7 de novembro, no Hotel San Marco, no Setor Hoteleiro Sul. A entrada é gratuita.

Pela primeira vez, o encontro reserva um espaço exclusivo à trajetória de JK, transformando objetos preservados ao longo das décadas em testemunhas de um período decisivo para o país. Entre peças em ouro, materiais comemorativos, correspondências e documentos relacionados à construção da nova capital, a proposta é conduzir o visitante a uma viagem no tempo, da concepção de Brasília à sua inauguração, em 1960.

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Foto: Divulgação

Para o organizador do evento, Gilberto Cavalini, a homenagem tem um significado especial justamente por acontecer na cidade que se tornou um dos símbolos mais duradouros do legado político de Juscelino. “Em 2026, completam-se 50 anos de seu falecimento, e entendemos que o Encontro Nacional de Colecionadores seria uma excelente oportunidade para homenagear esse personagem tão importante da nossa história”, afirma.

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Foto: Divulgação

A exposição parte de uma ideia simples, a memória nem sempre repousa apenas nos grandes monumentos ou nas páginas dos livros. Às vezes, cabe na superfície de uma moeda, no desenho de um selo ou nas linhas de uma carta antiga. Objetos que um dia circularam pelas mãos de desconhecidos podem, décadas depois, revelar os símbolos, as escolhas e as transformações de uma época. “Queremos mostrar ao público que, muitas vezes, um pequeno objeto pode contar uma história muito maior do que imaginamos”, diz Cavalini.

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Foto: Divulgação

No caso de JK, essas peças ajudam a reconstruir não apenas a trajetória de um presidente, mas também a ambição que deslocou o centro político do país para o Planalto Central. Documentos, medalhas e registros comemorativos funcionam como pistas de um projeto que modificou a paisagem brasileira e deu origem a uma cidade planejada para representar a ideia de futuro.

A homenagem a JK será uma das atrações de uma edição que reunirá aproximadamente 70 expositores de diferentes regiões do Brasil e do exterior. Estarão representados o Distrito Federal, São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Goiás, Rio Grande do Sul, Espírito Santo, Minas Gerais e Pará, além de participantes internacionais, como o colecionador Edson Riano, vindo da Colômbia.

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O encontro também receberá novos participantes, entre eles Lelio, do Espírito Santo, e Mieko, do Japão. A presença de expositores de diferentes origens reforça o alcance de uma atividade que atravessa fronteiras, aproxima pessoas e cria conexões a partir de objetos que carregam histórias particulares e universais.

Ao longo dos dois dias, o público poderá conhecer, comprar e trocar moedas, cédulas, selos, medalhas, cartões telefônicos, miniaturas, brinquedos e cartas colecionáveis, como as de Pokémon. A diversidade revela que o colecionismo não se limita à busca por peças raras ou de alto valor comercial: ele também nasce da curiosidade, da afetividade e do desejo de preservar aquilo que o tempo costuma deixar para trás.

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Segundo Cavalini, o encontro cresceu ao longo das 19 edições e deixou de ser apenas um espaço de negociação entre colecionadores e comerciantes para se consolidar como um ambiente de convivência, pesquisa e aprendizado. “A compra e a venda são apenas uma parte do encontro. O nosso principal propósito é valorizar o colecionismo como uma atividade cultural, histórica, educativa e de preservação da memória”, destaca.

A proposta é aproximar públicos de diferentes idades, incluindo famílias, estudantes, professores e pessoas que nunca tiveram contato com esse universo. A organização também prevê a possibilidade de receber visitas escolares e representações diplomáticas mediante agendamento.

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A primeira peça de uma coleção

Se, para os colecionadores experientes, uma peça pode representar anos de pesquisa, para um visitante iniciante ela pode ser apenas o começo de uma descoberta. Uma moeda encontrada por acaso, um selo guardado em uma gaveta ou uma carta antiga podem despertar perguntas que levam a outras épocas, personagens e lugares.

Cavalini acredita que essa capacidade de despertar interesse é uma das maiores riquezas do encontro. O crescimento de coleções de cartas Pokémon, miniaturas e outros itens populares entre os jovens, por exemplo, pode funcionar como porta de entrada para hábitos como pesquisar, organizar, comparar e conservar.

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Para quem deseja começar, o organizador recomenda escolher um tema que desperte interesse, estudar as peças e conversar com colecionadores mais experientes. Também é importante distinguir o valor histórico do afetivo e do comercial, já que antiguidade, por si só, não significa raridade ou valorização financeira.

A expectativa, segundo ele, é realizar uma das maiores e mais completas edições do encontro, reunindo tanto os apaixonados por colecionismo quanto os curiosos que desejam conhecer esse universo pela primeira vez.

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Ao homenagear JK, o evento amplia esse convite à descoberta. Em uma cidade cuja própria existência está ligada à capacidade de imaginar o futuro, olhar para objetos do passado é também uma forma de compreender o presente. Entre documentos, moedas e fotografias, Brasília reencontra os vestígios de sua origem — e mostra que a história, longe de permanecer imóvel, continua a circular de mão em mão. “Não é necessário ser colecionador para participar. Quem sabe uma simples visita não seja o começo de uma grande coleção?”, convida Cavalini.

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Serviço
Data: 6 e 7 de novembro de 2026, sexta-feira e sábado
Local: Hotel San Marco, Setor Hoteleiro Sul, Brasília (DF)
Entrada: gratuita
Participantes: cerca de 70 expositores do Brasil e do exterior
Informações: Gilberto Cavalini — (61) 99333-9413

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