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Brasília

Entraves atrapalham o início das obras da ampliação do aeroporto

Arquivo Geral

18/03/2009 0h00

A ampliação do Aeroporto Internacional Juscelino Kubitschek ainda não começou, sickness mas já enfrenta entraves. Para a construção de um terminal de cargas, advice anexo à nova pista do aeroporto, será necessária a remoção da garagem do Sindicato dos Taxistas do DF, de onde são comandados cerca de 1.500 carros que atendem os recém-chegados à cidade. Além desse problema, vários prédios serão construídos em uma área que hoje faz parte da Área de Proteção Ambiental (APA) Gama-Cabeça de Veado.


Para tentar resolver esses problemas, foram marcadas duas reuniões entre as partes interessadas. Na manhã de ontem, o vice-governador Paulo Octávio esteve reunido com a Infraero, Terracap, Ibram, Secretaria de Transportes, Sindicato dos Taxistas e com o líder da bancada do DF no Congresso, deputado Geraldo Magela. Todas as partes são a favor da ampliação do aeroporto até o primeiro semestre de 2013.


Paulo Octávio acha o prazo longo. “Brasília foi construída em mil dias. Não há razão para que a ampliação demore mais de quatro anos.” O presidente da Infraero, brigadeiro Cleonilson Nicácio Silva, concorda. Porém, alerta: caso regularização da área demore, até o prazo do primeiro semestre de 2013 pode ficar comprometido.


Hoje, o aeroporto, acrescenta o brigadeiro, funciona no limite da sua capacidade. “É preciso ampliá-lo o mais rápido possível.” Mas o principal interesse do governo é mesmo a Copa do Mundo de 2014. Apesar da escolha das cidades-sede ter sido adiada pela Federação Internacional de Futebol (Fifa), todos acreditam que Brasília estará entre as 12 escolhidas. “Não tenho nenhuma dúvida (sobre a escolha)”, afirma Magela. Segundo ele, os recursos para a obra – cerca de R$ 400 milhões do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), do Governo Federal – estão garantidos. Após a reforma,o aeroporto poderá atender 25 milhões de passageiros/ano.Hoje, atende 8 milhões.


A obra só poderão ser entregue no prazo se as dificuldades forem superadas logo. Segundo a presidente do Sindicato dos  taxistas, Maria do Bonfim Santana, a Mariazinha, a categoria reconhece a importância da ampliação e garante que o local será desocupado. A categoria exige, entretanto, ir para uma área com infraestrutura. Hoje, ela está instalada num terreno da Infraero, pelo qual paga aluguel e onde fez benfeitorias, como garagem, lava-jato e restaurante. O órgão precisa do local para fazer o terminal de cargas. “Não vamos para outro local sem estrutura”, assegura Mariazinha.


Na reunião, o diretor-técnico da Terracap, Luiz Antônio Reis, se comprometeu a vender um terreno para o sindicato na área em que ficam as concessionárias de automóveis. A localização agrada os taxistas. A questão ambiental também preocupa o  governo. Como  um pedaço do terreno que será usado para ampliação é parte da APA Gama-Cabeça de Veado, é necessário que seja mudada a destinação do local. Para isso, é preciso um acordo legal com o conselho gestor da APA, vinculado ao Instituto Brasília Ambiental (Ibram), e um convencimento do Ministério Público do DF (MPDFT), que pode embargar a obra.


Segundo o presidente da Infraero,a proximidade da pista à área de proteção ambiental pode facilitar o convencimento do MPDFT. “Em hipótese nenhuma podemos ter animais silvestres perto de uma pista de pouso e decolagem de aviões.”

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