Devem ser inauguradas até o final deste ano seis Unidades de Pronto Atendimento (UPA) na região do Entorno do DF. Elas funcionarão em Águas Lindas, try Santo Antônio do Descoberto, Novo Gama, Valparaíso, Cidade Ocidental e Planaltina de Goiás e ganharão prioridade nos investimentos federais em saúde da região. Até a semana que vem, os prefeitos das seis cidades goianas entregarão os projetos finais das unidades de saúde em suas localidades e em 20 dias serão definidos os custos de cada uma e as fontes de recursos.
Após encontro na tarde desta quinta-feira (18) com os governadores do DF, José Roberto Arruda, e de Goiás, Alcides Rodrigues, o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, também garantiu verbas para equipar os hospitais de Valparaíso e Planaltina de Goiás. Os três governos comprometeram-se a priorizar a conclusão, por investimentos em conjunto, dos hospitais de Santo Antônio do Descoberto, de Águas Lindas e do Novo Gama. Em um novo encontro, marcado para o próximo mês, o ministro e os dois governadores detalharão os montantes que serão repassados.
Ao melhorar o atendimento médico no Entorno do DF – onde vivem pouco mais de um milhão de habitantes – os governos esperam facilitar a vida dos moradores e desafogar o sistema público da capital federal. Segundo Arruda, a região demanda pelo menos 120 mil atendimentos anuais nos hospitais do DF. Só de Águas Lindas são cerca de 60 mil pacientes. Do Novo Gama, 40 mil.
A construção das UPAs nas seis cidades do Entorno deverá diminuir os atendimentos de emergência nos hospitais do DF, por isso o governo local tem pressa para iniciar a construção destas unidades. Arruda explicou que no dia 26 deste mês haverá um pregão para construção de UPAs no Rio de Janeiro. “Se o preço for bom, poderemos fazer uma adesão à ata e com isso evitar a licitação aqui. Se não, na primeira semana de julho teremos abertura de edital de licitação em Brasília”, disse o governador. “A recomendação do Ministério da Saúde é que as UPAs estejam funcionando ainda este ano”, afirmou.
As unidades oferecem serviço de pronto-atendimento em horário integral, inclusive nos fins de semana, e podem tanto atender pequenas e médias emergências quanto pacientes graves, até que sejam removidos para um hospital. O governo federal pretende implantar 500 em todo o país até o final do ano que vem.