Cinco entidades empresariais do setor produtivo do Distrito Federal divulgaram ontem à noite um manifesto em defesa do Banco de Brasília (BRB). A nota, assinada pela Associação das Empresas do Mercado Imobiliário do Distrito Federal (ADEMI), a Associação Brasileira de Empreiteiros de Obras Públicas (Asbraco), o Conselho de Desenvolvimento Econômico, Sustentável e Estratégico (Codese), a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (Fecomércio) e o Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon-DF), ocorre após declarações do presidente Lula (PT) sobre o aval para recompor o banco.
Em recado direto ao Palácio do Planalto, as entidades citam a importância “do diálogo institucional e da cooperação harmoniosa em torno do BRB e do desenvolvimento da capital do país”.
As empresas ainda afirmam que reconhem que a “recuperação da instituição demanda rigor técnico e apuração responsável por parte das autoridades competentes perante eventuais irregularidades”.
Por fim, as empresas reafirmaram o compromisso em “colaborar ativamente” para o restabelecimento da solidez do banco, “convictos de que a estabilidade do BRB é de interesse direto da força de trabalho, do setor produtivo, das famílias e de toda economia do Distrito Federal”.
O manifesto foi divulgado em meio as recentes declarações do presidente, que negou formalmente o aval para a operação de resgate do BRB. A declaração foi feita em evento na Ceilândia com apoiadores nesta semana.
Ao lado de lideranças petistas do DF, Lula atribuiu a crise do banco ao ex-governador Ibaneis Rocha (MDB) e chegou a afirmar que Celina tenta jorrar a responsabilidade da crise no banco “de forma cínica e mentirosa” ao governo federal.
“Quem quebrou o BRB foi a ligação entre o Ibaneis e o [Daniel] Vorcaro do Banco Master, mas nós não vamos deixar de pagar o Bolsa Família, não vamos dar dinheiro para o BRB”, disse Lula na ocasião.
Em resposta nas redes sociais ontem, a governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP) acusou o chefe do Executivo de “pensar pequeno e partidariamente”. A governadora afirmou que a postura de Lula era de “um presidente da República que quer quebrar o BRB”.
“Eu pensei que ele fosse presidente do Brasil e pensei também que os brasilienses fossem brasileiros. Pensei que o DF fizesse parte da República Federativa do Brasil, mas pare ele, não”, completou.