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Brasília

Enterro de uma das vítimas da queda do bimotor foi marcado por muita emoção

Arquivo Geral

05/10/2012 7h16

Isa Stacciarini
isa.coelho@jornaldebrasilia.com.br

 

O enterro de José Nilton Ramos, 57 anos, uma das vítimas da queda do bimotor Embraer Sêneca 810, na Bahia, foi marcado por muita emoção. O corpo do advogado chegou em Brasília por volta das 8h de ontem e foi velado na Capela 5 do Cemitério Campo da Esperança. Devido ao alto estado de decomposição, o caixão não pôde ser aberto. Após a despedida de familiares, parentes e amigos, o sepultamento aconteceu às 10h com uma homenagem do Corpo de Bombeiros ao capitão aposentado. O vice-governador Tadeu Filippelli foi prestar solidariedade à família.

Durante o sepultamento, a mãe de Nilton, Antônia Ramos, 83 anos, teve de ser amparada por familiares e parentes. A aposentada, que também estava em viagem à Bahia, foi internada no último dia 25 devido às notícias do acidente e da morte da nora ainda em Santa Cruz Cabrália (BA). Dona Antônia teve alta na quarta-feira, e mesmo visivelmente fragilizada foi à cerimônia de despedida do filho.

Para o irmão de Nilton, José Ednilton Ramos, que também acompanhava a viagem, o enterro do irmão representa o fim de um capítulo doloroso para a família. “Meu irmão era uma pessoa muito querida, e prova disso foi a quantidade de pessoas que vieram dar o último adeus a ele, sendo que nem avisamos a todos que deveríamos, devido às circunstâncias”, destaca.

 

A família agora aguarda a identificação dos restos mortais que podem ser de Cárita Ramos, 61 anos, esposa de Nilton, cujo corpo estava sendo transportado para Brasília. Na quarta-feira os restos mortais foram encaminhados ao Instituto Médico Legal (IML) de Salvador para que um exame de DNA seja realizado com o objetivo de constatar a identidade. Na terça-feira foi colhido material de uma das filhas da vítima que podem auxiliar no procedimento. Para a delegada de Proteção ao Turista de Ilhéus, Adriana Paternostro, muito provavelmente o corpo deve pertencer à vítima.

Segundo Ednilton, para que a família possa concluir a história, basta ser identificado o corpo de Cárita. “Vai ser o fim de um capítulo que consideramos uma tragédia de família. A viagem era para ser um momento de descanso e tranquilidade”, destaca.
O Jornal de Brasília conversou com alguns advogados da Defensoria Pública do Paranoá, último órgão que José Nilton atuou. Eles revelaram que devem pedir na Justiça uma indenização que a empresa de táxi aéreo terá de fornecer à família. “Imaginamos que o valor seja de R$ 300 mil para cada uma das filhas, pois o acidente ocasionou em mortes, desaparecimento de corpos, além de o piloto não ter autorização para conduzir bimotores. Acredito que esse valor só não será maior porque a empresa está prestando apoio à família”, revelou um dos advogados da Defensoria.

 

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