Ary Filgueira
Especial para o Jornal de Brasília
Prestativo e exímio policial. Assim os colegas de farda descreveram o terceiro sargento Carlos Augusto Vieira da Silva, de 44 anos. Ele morreu ontem ao cair da motocicleta e ser atropelado por um caminhão que trafegava no centro de Taguatinga, rumo a Ceilândia. O caminhoneiro foi liberado após prestar depoimento.
De acordo com a versão que o motorista apresentou à polícia, um carro de passeio atingiu o motociclista, que caiu da moto e foi se arrastando até invadir a frente do veículo maior, que estava ao lado, na segunda faixa da esquerda para a direita. O caminhoneiro afirma que tentou desviar da vítima, mas não conseguiu, passando por cima do policial, que morreu na hora.
Um policial militar que trabalha no centro da cidade viu tudo. Ele contou que o sargento Carlos Augusto dirigia pelo corredor entre as duas faixas, quando o Hyundai Azera de cor preta tentou fazer a ultrapassagem e acabou acertando a moto do policial. Na pancada, ele caiu da moto e foi esmagado pelo caminhão.
Bafômetro
Os motoristas dos dois veículos pararam para prestar socorro à vítima, mas já não havia o que fazer. Ele estava morto. Os dois não tiveram a identidade revelada pela polícia. Eles foram encaminhados para a 12ª DP (Taguatinga Centro). Lá, se submeteram ao teste do bafômetro. Mas o resultado deu negativo e eles vão responder pelo caso em liberdade.
Homenagens ao colega de farda
Nas redes sociais, amigos do sargento do Batalhão de Policiamento com Cães (BPCães) da Polícia Militar prestaram homenagens a Carlos Augusto. “Sargento Carlos Augusto era um policial sério”, destacavam os colegas. Fotografias da vítima também foram postadas na internet – ora fardada, ora à paisana e com a família.
Carlos Augusto era casado e deixou três filhos. Ele estava na Polícia Militar havia 22 anos e passou por outras áreas até ser lotado no BPCães.
Engarrafamento
O acidente deixou as vias do centro de Taguatinga ainda mais engarrafadas entre o fim da tarde e o início da noite. O congestionamento chegou a dois quilômetros de extensão. A perícia levou duas horas para concluir o serviço de captura de provas. Mesmo assim, o trânsito só foi liberado depois da retirada dos três veículos.
Alguns motoristas demonstravam impaciência com a demora na passagem e buzinavam. Agentes do Departamento de Trânsito (Detran) foram os responsáveis pelo isolamento e liberação da via.