Mariana Laboissière
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A falta de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) nas clínicas cirúrgicas do Distrito Federal vem preocupando a população local. Isso foi o que mostrou uma enquete realizada pelo portal Clicabrasília, do Jornal de Brasília. Dos internautas que participaram da pesquisa, 81,56% afirmaram que não se submeteriam a uma intervenção cirúrgica em locais sem essa estrutura, enquanto apenas 18,44% disseram que a existência dessas unidades não influenciaria na decisão.
Nos últimos dez anos, 12 pessoas morreram em decorrência de cirurgias plásticas no DF. Só neste ano, foram três vítimas, o que fez com que o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), por meio da Promotoria Criminal de Defesa dos Usuários dos Serviços de Saúde (Pró-Vida), estudasse maneiras de suspender os alvarás de funcionamento dos 23 estabelecimentos cadastrados junto à Vigilância Sanitária. A última foi a tesoureira Marinalda Araújo, de 46 anos.
De acordo com o diretor do Departamento Científico da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), Luciano Chaves, deve haver uma diferenciação entre intercorrência do ato cirúrgico e do ato anestésico. “No caso da paciente que morreu agora, já foi comprovado no laudo preliminar do IML (Instituto Médico Legal) que nenhum órgão interno foi perfurado. Então, deve-se, agora, analisar o que provocou a morte. Outra coisa importante é que as clínicas não têm a obrigatoriedade de ter UTI, visto que segundo a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) só quem faz cirurgia de alta complexidade necessita dessa estrutura”, informa. “Os pacientes em emergência só são transferidos para esses locais quando necessitam dar continuidade ao tratamento intensivo. A sala de cirurgia tem todos os equipamentos emergenciais”, ressalta.
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