Rener Lopes
rener.lopes@jornaldebrasilia.com.br
Com informações do repórter Anderson Souza
Um engavetamento entre três ônibus e um carro deixou o trânsito lento no início da Via EPIG. Um VW Gol teria parado quando o semáforo que fica próximo ao Departamento de Polícia Especializada (DPE) fechou. Outros dois ônibus de turismo, vindos de Goiânia com manifestantes que seguiriam para a Esplanada dos Ministérios, pararam atrás.
No entanto, um coletivo que vinha de Samambaia, não conseguiu parar a tempo e bateu na traseira do ônibus de turismo ocasionando o engavetamento. “Foi muito rápido, só deu pra sentir o impacto”, lembra a motorista do Gol, Angela Maria de Souza, de 49 anos. Além dela, estavam no carro sua filha de 24 anos e o neto de apenas 2 anos. “O menino estava no banco de trás, onde o ônibus bateu. Sorte não termos nos ferido”, comenta.
De acordo com a Polícia Militar, informações preliminares dão conta de que o ônibus estaria com problemas nos freios. O motorista do coletivo também diz acreditar que realmente houve algum problema. “Eu tentei frear, mas o pedal não respondeu”, conta Leandro de Souza Tavares, de 31 anos, que é motorista de ônibus há cerca de 13 anos.
Ao todo, 26 pessoas ficaram feridas, sendo que 16 seriam do coletivo, já que muitos estavam em pé. 22 delas foram encaminhadas para o Hospital de Base (HBB) e outras quatro para o Hospital Regional da Asa Norte (HRAN), por ambulâncias do Corpo de Bombeiros. Uma segue internada com suspeita de traumatismo craniano. Ninguém sofre risco de morte.
A colisão aconteceu por volta das 9h40 e todo o trânsito ficou interrompido. A Polícia Militar isolou o local e a Polícia Civil foi acionada para realizar a perícia. O motorista que pretendia seguir em direção ao Plano Piloto teve que entrar no Setor Policial Sul. Por volta das 12h, a via começou a ser liberada.