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Brasília

Energias renovadas em 2015

Arquivo Geral

01/01/2015 8h30

Antes da contagem regressiva  para a passagem de ano, a Praça dos Orixás recebeu gente que já projetava 2015 com novas energias. As tendas de alimentação e palco para shows ainda estavam em montagem quando as primeiras pessoas chegaram com oferendas e objetos para rituais.

A bióloga Ludmila Soares Franco, de 31 anos, e sua mãe Maria Aparecida, aposentada de 71, fazem  o ritual de fim de ano há pelo menos cinco viradas. “A gente quer deixar as energias de 2014 para trás e renová-las para 2015”, diz a filha, que entrou para a umbanda em 2008 e chegou por volta das 10h à Prainha para encontrar o lugar vazio.

“O final de ano sempre teve significado especial para mim”, revela    Maria. Ela explica que a orientação dos centros de umbanda que frequentam é de orações pela paz. “Estamos em uma era muito difícil. O espiritismo acredita ser um período de os espíritos se adaptarem à vida na Terra ou se mudarem para outro lugar, tudo isso gera conflito”, completa Ludmila.

Ela afirma nunca ter sofrido preconceito, mas garante enfrentar com rispidez quem ameaça fazer chacota de seus rituais. “Fui de branco para a faculdade no dia do meu santo e vieram perguntar se eu era médica. Já cortei, dizendo que era macumbeira mesmo”, relata.

Significado especial ao público

As amigas Liliane Rios, terapeuta corporal de 45 anos, e Carla Chianca, analista de sistemas, 43, deixaram  homenagens.  “Eu me considero uma espiritualista, então gosto da ritualidade. O ser humano vive de simbolismos”, diz Liliane. Ela afirma não seguir uma religião  específica, mas ter respeito por todas.

“Brasília é um local de encontro de espiritualidades. Quem vem determinado a ficar se torna sintonizado aos outros, para o bem ou para o mal”, filosofa a terapeuta.

Carla, por sua vez, gosta da integração das religiões com a natureza. “É lindo ver a manga caindo no chão. A terra pisada. Chega me arrepio ao falar sobre a espiritualidade”, diz. Ela também acredita que 2015 será um ano de conflitos, e faz um alerta para a geração mais jovem. “Estão muito voltados para as coisas materiais”, finaliza.

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