Organizado pela Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI), em cooperação com o Instituto Nacional da Propriedade Industrial do Brasil (Inpi) e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), um encontro reuniu, nesta quinta e sexta (9 e 10), em Brasília, dirigentes e representantes dos órgãos similares ao Inpi e ao CNPq de 28 países da América Latina. Também participaram conferencistas da Finlândia, dos Estados Unidos e da Suíça. Um dos objetivos do encontro é estabelecer diretrizes de políticas públicas na América Latina, visando ao desenvolvimento econômico e social da região.
Na abertura do evento, dois desafios foram enfatizados pelo presidente do Inpi, Jorge Ávila, a aproximação cada vez maior entre os pesquisadores e as indústrias e a maior atenção do setor empresarial em relação à importância da PI nas estratégias de negócios.
Já o secretário de Ciência e Tecnologia, Divino Valero, lembrou que o processo de patentes, da propriedade intelectual, é um desafio a ser enfrentado e que a interação das áreas de ciência e tecnologia é necessária para facilitar o processo. “A Secretaria de Ciência e Tecnologia (SECT/DF) e a Fundação de Apoio à Pesquisa (FAP/DF), no ano passado, financiaram quase 500 projetos, que, infelizmente, ainda ficam restritos ao mundo acadêmico. Pouco se discute economicamente”, afirmou Valero, que enfatizou a importância de uma aproximação maior entre os setores.
Por fim, o diretor interino do Escritório Regional para América Latina e Caribe da Organização Mundial da Propriedade Intelectual (Ompi), Carlos Mazal, elogiou o evento. “A troca de experiências de forma franca, ampla e provocativa é a melhor maneira de construir uma inclusão da inovação nas estratégias de desenvolvimento dos países.”