O governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, reuniu-se, nesta segunda-feira (30), na mesa de abertura do Seminário Internacional “A Proteção do Plano Piloto de Brasília no contexto metropolitano do Distrito Federal e Entorno”. O seminário, realizado pela Casa Civil do DF, tem como objetivo debater a realidade e os desafios da capital federal. O debate, que acontece durante todo o dia, conta com quatro palestras conduzidas por especialistas do Brasil e do exterior.
De acordo com Agnelo, o grande objetivo é fazer a preservação do conjunto urbanístico do DF, especificamente do Plano Piloto, que é área tombada. “Para isso, nós encaramos que é preciso fazer mudanças importantes em áreas estratégicas”, afirma o governador. Segundo ele, há uma mudança da política habitacional, da política no transporte, da política de desenvolvimento econômico e da política ambiental. “Trouxemos convidados estrangeiros e pessoas especialistas na área de urbanismo para contribuir com nosso objetivo”, diz.
Os temas abordados durante o seminário serão, principalmente, para preservar o tombamento do Plano Piloto de Brasília. Também serão tratados assuntos como a construção de novos parques, construção de clovias, problemas no transporte público. De acordo com o Secretário de Estado de Habitação Regularização e Desenvolvimento Urbano do DF, Geraldo Magela, será enviado um convite para que a Unesco volte a Brasília para analisar os avanços e ajudar nas discussões de melhora. “Pediremos que a Unesco retorne daqui dois anos e não daqui há 10 anos, como é previsto, pois é muito tempo para que os avanços possam ser estudados”, conta Magela.
Na última visita da Unesco, ocorrida neste ano, chegou-se a conclusão de que houve poucos avanços na manutenção e da fiscalização do patrimônio de Brasília desde a última avaliação, ocorrida em 2001. De acordo com a Sedhab, não houve pressão após a última visita da Unesco, pois já estaria em atividade trabalhos com esse intuito.