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Brasília

Encontro aberto a comunidade analisa violência contra mulher

Arquivo Geral

03/07/2009 0h00

A Rede Intersetorial de Atenção as Pessoas em Situação de  violência do DF reúne-se na próxima segunda-feira (6), nurse às 14h30, para debater a Violência de gênero, com uma exposição da  Antropóloga  Tânia Mara Campos, Universidade Católica.


 A reunião é aberta à comunidade e será Campus II da Universidade Católica, Av. W5, SGAN 916 Norte – sala  B- 108  1° andar  (sala nova).


O encontro, que ocorre toda primeira segunda-feira do mês, é uma oportunidade para que os integrantes tracem as estratégias de atuação do Programa contra a Violência no DF.


Segundo a chefe  Núcleo de Estudos e Programas para os Acidentes e Violências -NEPAV/SES/DF , Laurez Ferreira Vilela , em caso de qualquer tipo de violência, a mulher deve procurar o serviço de emergência mais próximo, onde uma equipe foi especialmente treinada para o atendimento.


No hospital, a mulher receberá todo o tratamento necessário em caso de lesões físicas e sexuais. E ainda receber apoio, informações e orientações sobre as providências a se tomar para interromper o ciclo da violência


Segundo Laurez, é importante chegar ao hospital antes das 72 horas após a violência sexual para receber a medicação necessária contra gravidez indesejada, hepatite B, doença sexualmente transmissível e AIDS.
 
A violência contra a mulher é um problema social de saúde pública de grandes dimensões, pois é uma das principais causas de sofrimentos e adoecimento das mulheres, levando a um aumento da utilização dos serviços de saúde.


Esse tipo de violência acontece em todas as raças, classes sociais, religiões, escolaridades e escolhas sexuais, com diferentes tipos de gravidades.


A violência contra a mulher é qualquer ação baseada no gênero, que cause morte, dano físico, sexual ou psicológico à mulher, tanto na família e na comunidade quanto no local de trabalho. A violência mais comum é a praticada dentro de casa por pais, padrasto, marido, companheiro, namorado e ex-companheiros.


É importante que vítima tenha consciência que a  violência não é culpa de  quem  é agredido.
 
Conheça os tipos de violência


Violência Física:  qualquer ação que machuque ou agrida intencionalmente à mulher, através da força física, arma ou objeto, provocando ou não danos e lesões internas ou externas no corpo.


Violência Sexual: é toda relação sexual que a mulher é obrigada a se submeter, contra a sua vontade, usando força física, coerção, sedução, ameaça ou influência psicológica. É  considerada crime, mesmo quando praticada por um familiar, seja ele pai, marido, namorado ou companheiro.
A mulher que sofrer violência sexual, não deve tomar banho e nem jogar as roupas fora, até ser examinada pelo IML.


Violência psicológica: é ameaçar, xingar, humilhar, chantagear, discriminar, impedir ( de sair, usar uma roupa…), proibir, isolar, gritar e outros que causem danos à auto-estima, à identidade, ao desenvolvimento e ao equilíbrio emocional da mulher.


Essa violência é difícil de identificar, mas é muito comum!

ONDE BUSCAR AJUDA:
 
Hospital e Centro de Saúde de sua cidade
 
Delegacia de Atendimento à Mulher – DEAM: 32449566 / 3244.3400
FONE 180 – INFORMAÇÕES GERAIS
 
* Em caso de risco a mulher pode ser encaminhada, pela delegacia, à Casa Abrigo, onde juntamente com os filhos, ela receberá  apoio e informações sobre seus direitos e proteção.

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