O GDF pleiteia um empréstimo de R$ 260 milhões com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para financiar a compra de 12 trens para o metrô.
Na tarde desta quinta-feira (22), visit web o governador José Roberto Arruda reuniu-se com o presidente do banco, generic Luciano Coutinho, e explicou a urgente necessidade de aumentar a frota – atualmente de 20 trens – para suprir uma demanda que já chega a 160 mil passageiros por dia. Mesmo sem uma resposta imediata de Coutinho, Arruda saiu otimista do encontro.
“A sinalização foi positiva”, disse o governador, destacando que a compra dos trens vai ao encontro da política anunciada pelo governo federal de fomentar a geração de empregos no Brasil e afastar consequências negativas da crise financeira. “Estes trens serão fabricados em São Paulo e devem gerar três mil empregos”, afirmou Arruda.
Segundo o secretário de Transporte, Alberto Fraga, que também participou da reunião, Luciano Coutinho disse que apresentará a proposta do GDF ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ao ministro da Fazenda, Guido Mantega, antes de dar uma resposta. A secretaria calcula que até 2010 a demanda de passageiros no metrô saltará dos atuais 160 mil para 300 mil por dia. “Este total é o equivalente ao que transportam 1,2 mil ônibus”, comparou Fraga.
O financiamento do BNDES deverá cobrir 80% dos custos para aumentar a frota do metrô, que somam R$ 325 milhões. Os outros R$ 65 milhões virão dos cofres do GDF e de emendas no orçamento da União. Caso os recursos sejam liberados logo, a expectativa é de que os 12 trens – cada um com quatro vagões – sejam entregues até setembro.
Arruda também pediu ao presidente do BNDES crédito para a empresa que vencer a licitação de construção do novo Centro Administrativo do GDF, que será construído em uma área entre Taguatinga, Ceilândia e Samambaia. A obra está orçada em R$ 400 milhões e será construída sob o modelo de Parceria Público-Privada (PPP).
Também participaram do encontro o vice-governador Paulo Octávio, o presidente do Metrô-DF, José Gaspar de Souza e os secretários de Fazenda, Valdivino Oliveira e do Planejamento, Ricardo Pena.