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Brasília

Empresários pedem apoio do governo no Pólo de Modas do Guará

Arquivo Geral

02/08/2012 7h16

Da Redação
redacao@jornaldebrasilia.com.br

 

Os empreendedores do Polo de Modas do Guará estão insatisfeitos com a situação do espaço e com a falta de atenção aos empresários. Eles cobram do governo um apoio à micro e pequena empresa, o que inclui a qualificação de mão de obra para as confecções. Na pauta de reivindicações também estão segurança e  a construção da Praça da Moda, que ocuparia um terreno que hoje é tomado por carros de uma concessionária e quiosques.

 

Os empresários elaboraram um projeto da praça. Segundo a representante dos empreendedores Nágela Maria, o espaço seria um local para que os comerciantes pudessem fazer exposições de seus trabalhos em datas especiais, e também um local de lazer. Ela alega que o projeto não visa invadir áreas públicas, como ocorre com os quiosques.

 

“O projeto inicial do Polo de Modas era alavancar a economia da cidade, mas os quiosqueiros e donos de concessionárias tomaram o terreno”, reclama. Outra reivindicação é uma parceria com a Administração Regional do Guará, pela qual seria oferecida qualificação aos funcionários. “Como não temos espaço, não temos como qualificar nossos trabalhadores”, afirma Nágela Maria.

 

A empresária Luci Moura, 41 anos, acredita que o protesto por ações junto as autoridades é necessário. “Nosso projeto prevê uma infraestrutura adequada para expandir  os negócios e trazer um espaço para qualificação. Queremos benefícios e que nos enxerguem” diz.

 

O desvirtuamento do projeto inicial do Polo de Modas  prejudicou a regularização do centro. A construção de quitinetes e prédios residenciais  foi o fator determinante para a situação  na qual se encontra. O secretário-adjunto da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE), Expedito Velaço, conta que a secretaria tenta regularizar a situação  e que um novo projeto para a região será apresentado. “A área é destinada para comércio e não para residências. O Plano Diretor de Ordenamento Territorial (PDOT) não permite construções como as que já existem lá, com cinco andares. Estamos com o projeto da construção de prédios de até quatro andares, sendo que o  térreo seja exclusivo para comércio e os demais poderiam ser para residências”, disse.

 

O processo depende da aprovação do PDOT. Enquanto a medida não é concretizada, os comerciantes devem ter paciência e procurar regularizar seus estabelecimentos com os alvarás que a administração está expedindo, por meio de campanha iniciada ontem no local.

 

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