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Brasília

Empregos domésticos em extinção no Distrito Federal

Arquivo Geral

27/09/2012 7h03

Soraya Sobreira
soraia.sobreira@jornaldebrasilia.com.br

 

Em apenas um mês, foram dois mil empregados domésticos a menos no Distrito Federal. O contingente vem diminuindo rapidamente, segundo demonstra a Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED) divulgada ontem pela Companhia de Planejamento do DF (Codeplan). Para se ter uma ideia, em apenas três anos, o mercado doméstico já perdeu 17 mil empregados, conforme informações do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese)

 

A principal queixa do ramo é a falta de alguns direitos legais comuns às demais profissões. Segundo o Sindicato dos Trabalhadores Domésticos do DF, a discriminação ainda impera. “As pessoas veem a profissão somente como uma saída emergencial. São poucos os direitos, não se tem Fundo de Garantia, hora extra, adicional noturno, jornada fixa, entre outros. A informalidade também é presente no setor”, garante o presidente do sindicato, Antônio Ferreira Barros.

 

O salário médio da categoria, geralmente, não ultrapassa o salário-mínimo (R$ 622). Isso acelera o processo de migração para outras profissões. Tem-se como exemplo o emprego diário. “A diarista recebe, em média, R$ 90. Então, é visível a vantagem”, conta.  Além disso, muitos têm aproveitado para se especializar em outras áreas. “A maioria concilia a profissão com o estudo. O curso técnico de enfermagem e até o nível superior são os mais procurados. O grande objetivo é melhorar de vida”, aponta Barros.

 

Ascensão

 

Prova disto é a vendedora Andréia Oliveira Arruda, 27 anos. Há dois anos, ela abandonou a rotina do emprego doméstico. “Passei 15 anos trabalhando nesta área, estava ansiosa para conseguir algo melhor. O salário é pouco e a jornada muito pesada. Eu estava atrás de algo que me desse mais segurança. Fui também babá durante muitos anos, hoje estou bem melhor no meu novo emprego. Mas quero crescer profissionalmente ainda mais”, avisa. Atualmente, a vendedora está com a carteira assinada e com uma renda mensal melhor. “Quero fazer curso de informática e inglês”, comenta Andréia.

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