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Empreendimentos em Águas Claras elevam o padrão da cidade

Novos empreendimentos residenciais de alto padrão na cidade tem puxado ainda mais os valores do metro quadrado, aquecendo o mercado

Por Lucas Valença 17/05/2022 10h01
Foto: Agência Brasília

Dados obtidos pelo Jornal de Brasília mostram que a região administrativa de Águas Claras tem voltado a se valorizar nos últimos meses e tem sido expressiva no impulsionamento da retomada econômica do setor imobiliário de Brasília.

Informações obtidas junto à Ademi (Associação de Empresas do Mercado Imobiliário do Distrito Federal), mostram também que o metro quadrado da cidade verticalizada do DF cresceu, saindo de uma média de R$ 7.300, registrado em janeiro de 2021, para R$ aproximadamente R$ 8.700, em média, no cálculo feito em janeiro deste ano.

Novos empreendimentos residenciais de alto padrão na cidade, porém, tem puxado ainda mais os valores do metro quadrado, aquecendo o mercado local. Em edifício com um padrão de lazer e serviço elevados, a metragem já alcança a marca dos R$ 10 mil.

Veja gráfico produzido pela Ademi que mostra o crescimento do m2 na região de Águas Claras:

O JBr encontrou como exemplo dois edifícios residenciais de alto padrão que devem puxar ainda mais o setor na região, segundo a avaliação de fontes do setor que conversaram com a reportagem.

Com as obras avançadas, o edifício Oasis Design possuirá apartamentos com até 190 m2, mas se encontra localizado em uma das localidades mais valorizadas da cidade, em frente ao Parque Ecológico de Águas Claras.

O local já está com as vendas avançadas e deve servir de referência para outros empreendimentos de porte semelhante na localidade.

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Também em construção, o residencial Casa Pedra, que também próximo ao principal parque da cidade, foi apontado por integrantes do setor como um dos empreendimentos que podem elevar ainda mais o valor imobiliário da região, elevando o metro quadrado para até R$ 10 mil.

Responsável pela venda do investimento imobiliário, Pedro Fernandes, proprietário da Beiramar Imóveis, contou que em 2020 os imóveis na região eram vendidos por uma média de R$ 6,7 mil o m2, subindo para R$ 8,2 mil no ano seguinte e para aproximadamente R$ 9.7 mil neste ano.

“A cidade está ganhando nova cara. Águas Claras deixou de ser uma cidade de segunda opção e passou a ser primeira. Atualmente é uma das melhores cidades para morar e investir e está tendo uma alta demanda, já que se tornou um lugar com muitos serviços e gastronomia”, lembrou.

A pesquisa do IVV (Índice de Velocidade de Vendas) de março deste ano, divulgada hoje pelo Sinduscon-DF e pela Ademi-DF, em parceria com o Sebrae-DF, mostra que Águas Claras foi a região que mais comercializou imóveis residenciais novos durante o período apurado.

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Com 95 unidades residenciais novas vendidas, a região administrativa de Águas Claras representou quase 20% das compras de imóveis de toda a capital federal.

Os dados ofertados pelas associações também mostram que o mercado imobiliário do Distrito Federal mantém uma recuperação das vendas, com um crescimento de 10,1% (ou 479 imóveis), vencidos no DF.

Em conversa com a reportagem, Adalberto Valadão Júnior, vice-presidente do Sinduscon (Sindicato da Indústria da Construção Civil do DF), explicou que o mercado imobiliário de Águas Claras “tem demonstrado uma retomada considerável desde o ano passado”.

“Os preços de lá (Águas Claras) tem subido nos últimos tempos, o que reforça a importância da região e o interesse dos moradores em adquirir imóveis lá. Águas Claras se tornou uma cidade completa, dinâmica e planejada”, afirmou o representante sindical.

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Valadão Júnior explica que a retomada das vendas de imóveis novos e do aumento de lançamentos na cidade verticalizada do DF tem sido observado há cerca de um ano, mas que a região chegou em seu maior pico, desde o quando o mercado foi afetado pela pandemia do novo coronavírus.

“Nós temos observado uma retomada do mercado de lá. Temos vistos novos produtos sendo lançados e produtos estocados também sendo vendidos. Mas o fato de ter sido a região onde as empresas mais venderam imóveis em março, demonstra que o mercado lá voltou com força”, disse

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