Depois de disputas políticas e judiciais, o governador Agnelo Queiroz decidiu inaugurar o Centro Administrativo do Distrital Federal (CADF), localizado entre Taguatinga, Ceilândia e Samambaia.
O Habite-se, último documento que faltava para a entrega, só ficou pronto na manhã de ontem. Faltava ainda o aval da Agência de Fiscalização (Agefis), que aguardava mudanças na parte de acessibilidade.
A entrega do prédio tornou-se motivo de disputa entre o governo que está saindo e a equipe de Rodrigo Rollemberg, que toma posse hoje, e terá que desembolsar R$ 16,8 bilhões mensais pela Parceria Público-Privada (PPP) durante um período de 22 anos, até que o CADF seja definitivamente do GDF.
Com a entrega as parcelas passam a ser pagas imediatamente, porém a estrutura que comportará 15 mil servidores não poderá ser usada prontamente, por não conter mobiliário nem a área tecnologia da informação instalada.
O governador Agnelo Queiroz defendeu a inauguração. “A primeira coisa para se poder mudar é a parte física. Nós temos a parte de mobília espalhada por todo o DF. Se quiserem, podem comprar novas ou ainda incorporá-las ao contrato, o que é perfeitamente possível”, declarou o governador, se referindo ao contrato com a construtora.
Contrariando informação da Secretaria de Administração (leia nota abaixo), Agnelo negou que existam servidores e terceirizados sem receber o 13º. “Não existem salários atrasados ou serviços paralisados. O que existe é uma campanha mentirosa, que não sabemos os objetivos”.
Mesa diretora da câmara legislativa
As negociações para a eleição da Mesa Diretora estão intensas. Ontem, os dissidentes dos planos do novo governo se reuniram com PT e PMDB para lançar uma alternativa a Celina Leão (PDT). Estavam no encontro, os quatro distritais do PT, três do PMDB, dois do PRTB, além de Dr. Michel (PP), Cristiano Araújo (PTB), Lira (PHS), Sandra Faraj (SD) e Bispo Renato (PR). Rodrigo Delmasso (PTN) também era esperado.