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Brasília

Em três meses, foram apreendidos 76 quilos de cocaína no aeroporto

Arquivo Geral

25/03/2009 0h00

Com o aperto ao cerco contra o tráfico de drogas no Aeroporto Internacional Juscelino Kubitscheck, ampoule a Polícia Federal (PF)  superou, visit this site este ano, a metade do montante de cocaína apreendida em todo o ano passado. Apenas nos primeiros três meses de 2009, os federais apreenderam 76 quilos da droga, contra 139 em todo o ano passado.

Ontem de manhã, mais 7,9 quilos de cocaína foram apreendidos na mala de um rapaz, de 20 anos, que não teve o nome divulgado pela PF. O suspeito estava com a droga escondida em uma mala de viagem. Natural de Rondônia, ele foi detido quando fazia conexão no Aeroporto JK. O rapaz desembarcou de um avião que havia deixado a cidade de Porto Velho (RO) e seguiria para Fortaleza (CE).

Os policiais que trabalham no serviço de inteligência da PF suspeitaram da atitude do rapaz, que estava muito nervoso. Ao revistar a bagagem, os agentes encontraram tijolos de pasta base de cocaína. O suspeito foi detido por tráfico de drogas e depois encaminhado para a Superintendência da PF em Brasília. Se for condenado, poderá cumprir  pena de cinco a 15 anos de prisão pelo crime. Na delegacia, o rapaz contou que receberia R$ 5 mil pelo transporte da cocaína.

Investigações da PF apontam que o Aeroporto JK transformou-se em uma rota alternativa para traficantes que exportam cocaína do Brasil para outras partes do mundo, principalmente países europeus. Atualmente, existem seis voos internacionais que têm como partida e chegada o Aeroporto JK, cinco deles para a Argentina e um para Portugal.

O superintendente regional da Polícia Federal no DF, delegado Disney Rosseti, explica que o efetivo de agentes federais no aeroporto deve aumentar com a inauguração da Delegacia Especial do Aeroporto de Brasília (Deain),  no meio do ano.

O principal alvo é intensificar o trabalho de inteligência para mapear os passos dos traficantes que costumam vir do Nordeste e fazer conexão em Brasília. “No caso do tráfico internacional de drogas, os transportadores tentam driblar a segurança do aeroporto do DF e seguir para estados da Região Sudeste. Somente depois rumam para a Europa”, explica.


Distribuição
Além do tráfico internacional, os policiais também trabalham para desarticular o esquema que alimenta a distribuição interna de cocaína. Geralmente, pessoas contratadas por traficantes costumam viajar de estados do Norte e Nordeste com carregamentos da droga para abastecer grandes centros como Rio de Janeiro, Minas Gerais, São Paulo e Rio Grande do Sul. “Fizemos várias prisões em flagrante este ano relativas ao tráfico interno de drogas”, afirmou Rosseti

Com a inauguração da nova delegacia, a PF pretende aumentar o efetivo de 35 agentes para, pelo menos, 45. Dez federais que serão remanejados para o aeroporto devem ficar encarregados apenas de dar andamento ao trabalho de inteligência policial. “Vamos deixar o trabalho relacionado à parte administrativa, como controle de passaporte, para outros servidores”, afirmou.

A preocupação da Polícia Federal deve aumentar com o  início de voos internacionais para Miami e Atlanta (EUA). Existe a hipótese de traficantes tentarem levar cocaína da América do Sul para cidades americanas. Segundo o delegado Gerson Luiz Müller, que esta à frente da delegacia do aeroporto, um quilo de cocaína pura chega a ser vendido na Europa por até US$ 80 mil. “Em razão desse valor astronômico, muita gente acaba se arriscando para cruzar o oceano carregado de drogas. Para se ter idéia do lucro, um quilo

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