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Brasília

Em estado de choque, pais se despedem de criança que morreu na escola

Arquivo Geral

10/02/2011 7h23

Cristina Sena
cristina.sena@jornaldebrasilia.com.br

 

A dor da perda de uma filha esperada por 15 anos marcou a despedida da pequena Daniela Casali, de dois anos e sete meses. O corpo da menina, que morreu afogada durante uma aula de natação no Colégio Dromos, foi velado na tarde de ontem na capela do Hospital das Forças Armadas. Os pais chegaram às 16h, amparados por familiares. Em estado de choque, eles contam com amparo médico, psicológico, psiquiátrico e religioso para ajudar a lidar com o sofrimento, segundo parentes.

 

O corpo da criança permaneceu na capela até o fim da tarde e seguiu para uma clínica, onde fica até hoje pela manhã, quando será cremado. A família decidiu doar os órgãos. Segundo o tio, Cláudio Casali, as córneas já foram transplantadas.

 

Os responsáveis pela escola apresentaram à polícia documentos que comprovam a autorização para as aulas de natação. No entanto, a escola foi autuada, em abril do ano passado, pelo Conselho Regional de Educação Física (Cref) porque dois estagiários ministravam as atividades sem a supervisão de um profissional. A situação foi normalizada dentro do prazo estabelecido pelo conselho, segundo a direção. Este ano, ainda não houve operação de fiscalização no estabelecimento.

 

De acordo com o diretor-executivo do Cref, Arlindo Pimentel, uma lei distrital dispensou a presença de salva-vidas em aulas ministradas por profissionais. Não há uma regra para a quantidade de alunos por professor. “Depende do espaço físico, da profundidade da piscina e do nível em que a turma se encontra. Turmas com crianças pequenas e em piscina funda a relação é de, no máximo, cinco alunos para cada professor”, detalha.
Entre os equipamentos mínimos de segurança estão kits de primeiros socorros, balão de oxigênio e outros de manobras de ventilação artificial.

 

Para expedir a autorização de funcionamento do parque aquático, a Vigilância Sanitária exige que um profissional de Educação Física registrado no Cref seja o responsável técnico.   

 

 

Leia mais na edição desta quinta-feira (10) do Jornal de Brasília

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