Fábio Magalhães
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O número de pessoas que passaram a integrar a Classe C aumentou consideravelmente no Distrito Federal em um período de apenas dez anos. Alvo de uma grande mobilidade social ao longo do tempo, esta classe obteve um crescimento de 56,9% entre 2001 e 2011 e é constituída, principalmente, por pessoas que ascenderam de estratos sociais mais baixos. Em todo o DF, a desigualdade social ainda é predominante. Ao todo, 45,8% da população se enquadra na Classe C.
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Segundo estudo elaborado pela Companhia de Planejamento do Distrito Federal (Codeplan), entre os anos de 2001 e 2011 a Classe C do DF teve alterações significativas, principalmente no número de integrantes. No início da série estudada, 765 mil pessoas faziam parte desta parcela da população. Dez anos depois, este grupo alcançou 1,2 milhão de brasilienses.
Por definição legal, são considerados integrantes da Classe C todas as pessoas que possuem renda per capita mensal entre R$ 291 e R$ 1.019. Entre as 30 regiões administrativas do DF, Samambaia, com 57,5%, liderou o ranking de cidades em que predominam integrantes deste grupo social. Em seguida vêm Santa Maria, com 56,3%, e São Sebastião com 55,4%.
Apesar das conquistas da classe, o padrão de consumo ainda é muito diferente do apresentado pelos estratos sociais mais altos. Isso é percebido, principalmente, nos bens de consumo adquiridos como o tanquinho de lavar roupas e a TV de plasma. De acordo com o estudo, enquanto a Classe C ainda utiliza aparelhos antigos e com tecnologias inferiores, as classes A e B já desfrutam de instrumentos modernos, como, por exemplo, maquina de lavar e TV de LED.
Em Samambaia, a discrepância entre o poder aquisitivo dos habitantes ainda é grande.
Vendedora, Maria Clara Lopes, 16 anos, é uma moradora do local. Com renda mensal que chega a R$ 600, a jovem reconhece que houve melhoras nas condições de vida dos integrantes desta classe. No entanto, ela lembra que, mesmo assim, ainda existem muitos preconceitos. “A Classe C já não é como antes, quando as pessoas viviam de forma extremamente precária. Hoje, existem melhorias. Podemos ter acesso a várias coisas”, contou.