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Brasília

Em cenário conturbado, Izalci coloca pesquisa ao Buriti nas ruas

Senador tenta se viabilizar para concorrer ao Governo do DF em um momento de incerteza e alianças frágeis, com reflexo para o Executivo local e para o Senado

Suzano Almeida

28/07/2025 13h51

Foto: DIVULGAÇÃO/ASSESSORIA IZALCI LUCAS

Equipes do senador Izalci Lucas (PL-DF) estão nas ruas para averiguar a competitividade do parlamentar para uma futura candidatura ao governo do Distrito Federal e avaliar problemas em áreas estratégicas do Governo do Distrito Federal. 

Na última sexta-feira (25), ao menos dois homens trajados com camisetas e bonés com a logo do parlamentar passaram de casa em casa, em Ceilândia, para questionar os moradores sobre questões sobre saúde, educação e segurança. 

Na sequência, os entrevistadores questionaram se o eleitor votaria em Izalci para o Palácio do Buriti. Ainda no campo das perguntas sobre a disputa de governo, os representantes do senador avaliam se o apoio do ex-presidente Jair Messias Bolsonaro (PL) pesaria na escolha do parlamentar para gerir o Distrito Federal.

A pesquisa ainda tenta mapear se a região possui alguma liderança comunitária ou um representante visível. Não puderam ser apontados parlamentares.

2026 é agora

As entrevistas porta a porta demonstram que a corrida por viabilidade para 2026 está se intensificando. Segundo fontes próximas ao senador Izalci Lucas, o PL teria se comprometido a dar legenda ao parlamentar caso ele alcance 20% das intenções de votos, até o fim deste ano. Mas o próprio senador acredita que essa decisão passará pelo ex-presidente Bolsonaro.

Entretanto, o cenário para as eleições para governador anda turbulento. Até o momento, há muitos nomes da direita e da esquerda se lançando ao pleito, porém atraindo pouco interesse do eleitor que não sabe como será o desenho federal e quem será apoiado por quem. 

Exemplo da fragmentação é a quantidade de candidatos que não se lançaram oficialmente e aparecem nas diversas pesquisas, como foi o caso do deputado distrital Eduardo Pedrosa (União) e do federal Fred Linhares (Republicanos-DF). Outros pré-candidatos, como Leandro Grass, que se filiou ao PT na última semana, e Ricardo Cappelli também demonstram que o cenário está aberto. 

A única certeza, no presente, é que a vice-governadora Celina Leão (PP) deverá assumir o governo, para que o titular Ibaneis Rocha (MDB) dispute uma das duas vagas para o Senado Federal. Ela deverá concorrer à reeleição.

Desenho borrado

Parte das tratativas estão sendo realizadas pela senadora Damares Alves (Republicanos-DF). Aliada de primeira hora da família Bolsonaro, ela até manifestou apoio à Celina, de quem, em tese, deveria indicar o candidato a vice-governador. Porém, a federação de PP e União Brasil pode melar essa aliança. O União Brasil tem, na Câmara Legislativa, o distrital Eduardo Pedrosa, que já demonstrou interesse em ocupar um cargo majoritário, logo uma vaga ao Senado ou a própria vice poderia vir a ser dele. 

Outro projeto que pode barrar a aliança são pesquisas que têm sido encomendadas por partidos aliados da direita e que apresentaram como viável o nome de Fred Linhares. Com essa configuração, Celina e Damares sairiam em oposição, o que dividiria os votos da ala mais à direita. 

Senado

O cenário pode piorar, ainda, com as configurações para a disputa do Senado. Candidato desde o primeiro dia pós-eleições de 2022, Ibaneis Rocha terá que dividir votos com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) e possivelmente com a deputada federal Bia Kicis, por incentivo de Damares Alves.

Dessa forma, atualmente, três candidatos de peso poderiam dividir votos de eleitores da direita, o que em tese ajudaria postulantes da esquerda à Câmara Alta brasileira. Os dois principais nomes da ala progressista, inclusive, são mulheres: Leila Barros (PDT-DF), que busca a reeleição, e a deputada federal Érika Kokay (PT-DF), que busca mudanças após vencer seguidas eleições para a Câmara Baixa.

Leila se encontra pouco à frente de Érika, uma vez que sua imagem transita melhor no centro do que a colega de Congresso Nacional. Porém, com mudanças no discurso no governo federal e grupos mais jovens a classe média baixa voltando a apoiar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ainda que de forma discreta, a petista poderá ser beneficiada.

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