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Brasília

Em busca do sonho do corpo saudável

Arquivo Geral

24/03/2013 11h15


As mulheres se preocupam mais com o corpo do que os homens. O fato é confirmado por uma pesquisa liderada pelo Target Group Index, do Ibope Media. Apesar de tanto os homens quanto as mulheres se importarem em manter uma boa forma física, 81% e 82%, respectivamente, os dados indicam que a rotina das mulheres brasileiras é mais influenciada por esse propósito que a dos homens. 

 

Os números indicam também que 40% das mulheres estão em constante esforço para perder peso, enquanto somente 29% dos homens têm a mesma intenção.  Com  alvo no peso ideal e saúde física, 56% das mulheres mantêm uma dieta balanceada, e 29% consomem alimentos light e diet sendo que entre os homens esses percentuais são 48% e 21%.

 

A melhor maneira de garantir uma alimentação saudável e de baixo teor calórico adequada é com acompanhamento médico. O sexo feminino também tem presença forte nos consultórios, conforme atesta o Doutor Mauro Scharf. Endocrinologista no Laboratório Exame, em Brasília, Scharf entende que as mulheres sempre demonstraram mais importância com a saúde em geral, pois foram doutrinadas desde cedo a ir ao médico periodicamente. “Desde cedo, a mulher é mais consciente com a saúde. Mais de 70% dos clientes do laboratório que realizam exames de rotina são mulheres, o homem precisa ter algum problema para ir ao médico”, diz.

 

O especialista lida com muitos adolescentes, a maioria meninas, que se preocupam demais com a vaidade a ponto de prejudicar a própria saúde. Os casos mais graves são os das que fazem uso de remédios e suplementos sem acompanhamento médico.

 

Ponto de vista

 

O nutricionista Gabriel de Oliveria, 24 anos, acredita que a preocupação de manter a boa forma é primeiramente preventiva, porque o controle da saúde é a prevenção de inúmeras doenças que podem ser desenvolvidas. Para ele, a preocupação maior das mulheres está mais ligada a motivos estéticos o que não justifica algumas mudanças exageradas de estilo de vida. Gabriel reforça que a preocupação com o corpo é importante, mas deve ser acompanhada por um profissional que saiba direcionar as mudanças para as necessidades fisiológicas de cada um. Conclui que não se pode acreditar em tudo que sai na internet, e é perigoso seguir dietas da moda a base de restrições alimentares. 

 
Eles querem músculos
 
 
Quando o assunto é atividade física, as mulheres perdem para os homens. De acordo com a pesquisa do Ibope Media, 45% dos homens praticam esportes ou exercícios físicos ao menos uma vez por semana, e somente 34% das mulheres fazem o mesmo. 
 
Para Lázaro Barrozo, presidente do Sindicato dos Profissionais de Educação Física (Sinpef-DF), um possível motivo para esse número talvez seja a diferença de estímulos e objetivos entre os homens e mulheres. Elas tendem a fazer exercícios aeróbicos e gostam de definir o corpo, enquanto a maioria dos homens quer crescer, procuram a hipertrofia do músculo.
 
Lázaro trabalha na área há 12 anos, mas saiu das academias, e agora desenvolve exercícios funcionais personalizados para quem quer perder peso. “Cerca de 2% da população frequentam academia no DF, mas 98,3% precisam ou querem praticar algum tipo de atividade física. Dos meus 14 alunos, 11 são mulheres. 
 
 
DF é o quarto em número de corredores
 
 
No ano passado, a Secretaria de Esportes do DF estimou um número de pelo menos dez mil corredores de rua na capital, entre atletas profissionais e amadores. A ortopedista Malu Castelo Branco, 44 anos, é uma delas. Ela já correu duas maratonas em três anos, e pretende fazer mais duas ainda este ano.
 
 
Em vias de se tornar uma triatleta, Malu incluiu os exercícios físicos em seu dia a dia após fazer redução de estômago em  2009, e hoje é viciada. “Antes, eu treinava para poder comer, e agora é o contrário, eu como direito para poder render no treino. Eu inverti os meus valores e acabou que o corpo bonito veio com a atividade física, e não o contrário. A minha motivação era a saúde em primeiro lugar”, confessou Malu, que perdeu 40 kg em um ano e recuperou a qualidade de vida.
 
 
 
 
Influência

 
Uma das pessoas que influenciou a Malu a mudar os hábitos alimentares foi a colega enfermeira Geisa Vilarins, 36 anos. Há dois anos no circuito competitivo de futevôlei , ela ocupa hoje o 8º lugar no ranking pela confederação, mas sempre gostou de esportes. “Ela chegava ao hospital com um mercado inteiro de guloseimas. Na época, eu saia do plantão e voltava para casa correndo, e ela falava que um dia ia ser igual a mim”, lembrou Geisa.
 
 
O incentivo não parou por aí, Geisa também apadrinhou a jogadora de futebol profissional Jenyffer Leonela, de 17 anos. Moradora de Goiânia, Jenyffer já jogou para a seleção brasileira, e tem como meta seguir a carreira profissional, sem abandonar os estudos. “Mesmo quem mantém a forma pelo esporte, pela competição ou pelo hobby, nosso objetivo final é a saúde. Temos que estar em boa forma para ter um bom rendimento. A estética vem como consequência”, diz Jenyffer.
 
 
A nova tendência do mercado é o exercício funcional que é uma combinação de força, resistência e coordenação motora. Com esses exercícios, elas conseguem um gasto calórico alto, e como resultado vem o emagrecimento e o condicionamento físico”, explica.
 
 
Ao lado do aumento da importância dos moradores da capital em cuidar do corpo, o número de corredores também aumentou nos últimos anos, posicionando a cidade em quarto lugar no ranking entre os locais com o maior número de corredores no País.
 
 
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