Manuela Rolim
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A greve nos bancos privados acabou no Distrito Federal. Essa foi a decisão da maioria dos bancários após assembleia da categoria nesta segunda (26), no Setor Bancário Sul. Depois de mais de quatro horas de reunião, os funcionários decidiram aceitar a última proposta da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), que oferece reajuste salarial de 10%, além de 14% no vale-refeição e no vale-alimentação. Outros 23 estados brasileiros também decretaram o fim da paralisação.
Até às 23h, os funcionários dos bancos públicos ainda não haviam decidido se iam permanecer ou não de portas fechadas. Isso porque, mesmo com a aprovação do acordo feito pela Fenaban, eles ainda teriam que votar as propostas especificas, que incluem, entres outros itens, os planos de carreira e de saúde.
BRB parado
Com a rejeição nesta segunda votação, as instituições públicas continuariam paralisadas, mesmo com o reajuste de 10%. Já o Banco de Brasília (BRB), desde o início da assembleia, deixou claro a permanência da greve.
Bastante tumultuada, a reunião contou com pelo menos 2.100 pessoas, todas credenciadas para a ocasião, segundo o presidente do Sindicato dos Bancários de Brasília, Eduardo Araújo. Por volta das 22h, ele divulgou o resultado da assembleia, que com 874 votos aprovou a oferta da federação. O número de votos contrários à proposta foi de 809. Após várias tentativas de se chegar ao resultado final por meio de votações com os crachás dos funcionários, a categoria optou por utilizar urnas.
A greve completou 21 dias nesta segunda (26), com praticamente todas as unidades do DF paralisadas, afirmou o presidente do sindicato.
“Temos cerca 800 pontos de atendimento, contando agências e as instituições que ficam dentro de órgãos públicos e empresas. Praticamente todos eles aderiram à greve”, explicou Araújo.
Assim como aconteceu no DF, os bancários de 23 estados seguiram recomendação do comando nacional da greve e aceitaram o reajuste de 10%.