Um pequeno recuo na inadimplência pode ser um sinal de estabilidade, “não se trata de uma recuperação, só mostra que os consumidores tiveram um pequeno alívio na pressão inflacionária e conseguiram pagar algumas dívidas”. A avaliação é do presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas do Distrito Federal (CDL-DF), entidade que representa o Varejo da capital, Álvaro Silveira Júnior, com relação ao índice de inadimplência do mês de abril, que fechou em 2,81%.
Após sete altas consecutivas, o índice do último mês retrocedeu apenas 0,2 pontos percentuais, se comparado ao mês de março (2,83%). Em setembro de 2014, (1,68%), começaram os primeiros sinais de alta, seguindo assim em outubro (2,17%); novembro (2,12%), dezembro (2,67%). Em 2015, janeiro teve 2,72%, fevereiro 2,79% e março 2,83%. Paralelamente, a inflação e o dólar subiam de maneira avassaladora.
A redução na intensidade da inflação, passando de 0,93% para 0,71%, segundo o Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S), prévia divulgada pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) no dia 23 de abril, aliviou o bolso do contribuinte. Quatro dos oito grupos pesquisados apresentaram decréscimos. Além do grupo habitação, caiu a velocidade de aumento de preços nos seguintes grupos: alimentação (de 0,97% para 0,94%); despesas diversas (de 0,57% para 0,52%) e transportes de (de 0,19% para 0,03%).
Em sentido oposto, o ritmo de correções avançou nas demais classes de despesas: vestuário (de -0,26% para 0,28%); comunicação (de -0,07% para 0,01%); saúde e cuidados pessoais (de 0,91% para 0,97%) e educação, leitura e recreação (de 0,27% para 0,28%).