Nos próximos sete anos, mais de três milhões de espécies nativas do Cerrado serão plantadas nas Áreas de Preservação Permanentes (APPs) da Usina Hidrelétrica de Corumbá IV, no Distrito Federal. O reflorestamento dessas áreas nos municípios ligados à usina foi acertado no último dia 10, com a assinatura de um convênio entre a Secretaria de Agricultura e a empresa geradora de energia elétrica Corumbá Concessões S.A. As mudas utilizadas são produzidas na Granja Modelo do Ipê. Também estão previstas ações de conscientização ambiental com a realização de palestras educativas para a população ribeirinha do Entorno do Lago Corumbá IV.
Até o final do ano, cerca de 60 mil mudas estarão plantadas na região. E até 2017 esse número deve chegar a três milhões. Os cursos de capacitação e palestras educativas sobre a proposta de revegetação da área já estão sendo oferecidos pela Secretaria de Agricultura e, sua vinculada, a EMATER-DF. A SEAPA-DF também irá coordenar a implantação de Unidades Demonstrativas de Viveiro de Plantas do Cerrado em cada município contemplado pelo projeto, agindo em conjunto com as prefeituras municipais.
“A participação das prefeituras e das comunidades ribeirinhas é fundamental. Elas entram com uma contrapartida dos recursos, além de se responsabilizarem pela manutenção das áreas de preservação”, explicou Agnaldo Alves, secretário-adjunto da SEAPA-DF. A Corumbá S.A vem investindo na impressão de folders com informações sobre projeto, além de disponibilizar mão de obra para prestação de serviços nos trabalhos de produção de mudas e aquisição de veículos. Também está prevista a construção de um viveiro para expandir a produção de mudas na Granja Modelo do Ipê.
Para o administrador da região, Miguel Lunardi, além da facilidade para os motoristas, a construção da via aumentou da circulação de pessoas pela região e o movimento de clientes em áreas comerciais. “Hoje, o SIA é utilizado como rota de acesso a diversas regiões. Isso gerou maior movimentação tanto no setor quanto no comércio, e a conclusão da pista facilitou o fluxo de carga e descarga na região”, comemora Lunardi.