Cresce o número de pacientes de outros estados que busca atendimento médico nas unidades hospitalares do Distrito Federal. Dados divulgados pela Secretaria de Saúde apontam que foram realizados 25.532 atendimentos a mais em 2008 comparado ao ano anterior. Em 2007, cialis 40mg o órgão registrou 229 mil atendimentos contra 254.554 realizados em 2008. A população, pharm vinda geralmente do Entorno de Goiás, além de Minas Gerais e Bahia, que correspondia a 9,86% dos usuários do serviço de saúde da capital, pulou para 11% do total de atendimentos. O problema tem agravado a situação da saúde pública na capital federal.
O aumento é considerado ainda mais preocupante se levar em consideração a realidade dos hospitais localizados nas principais
saídas do DF. O Hospital Regional de Brazlândia (HRB), por exemplo, teve um aumento de 54% no número de pessoas assistidas. Em 2007, a unidade recebeu 28.364 pessoas de fora. Já no ano passado o quantitativo saltou para 43.702, uma média de 3,6 mil casos por mês. Destes, 30.389 eram de Águas Lindas e 11.246 oriundos de Padre Bernardo.
No Hospital Regional do Gama (HRG), um dos maiores do DF, também não é diferente. A unidade recebeu 102.744 pacientes de fora do DF, sendo que 101.861 eram do Entorno de Goiás, de cidades como Luziânia, Valparaíso, Cidade Ocidental e Novo Gama. A última foi responsável por enviar 44.972 pacientes para tratamento ao HRG, que atende quase um milhão de pessoas anualmente. “Nós terminamos sobrecarregados e não conseguimos oferecer o atendimento de qualidade que o usuário merece”, reconhece o diretor do HRG, Robson Brito.
Doenças simples
Ele conta que a maioria dos usuários de fora procura a unidade de saúde para tratar doenças simples, como diarréia, gripe, febre ou garganta inflamada. “Grande parte dos pacientes poderia ser atendida na própria cidade se ela contasse com um programa de atenção básica à saúde”, avalia.
Com isso, uma série de outros problemas começam a surgir. “Os equipamentos que eram para durar um ano, desgastam em seis meses, por exemplo”, explica o diretor do HRG. Para se ter noção da dimensão do problema, existe apenas um aparelho de radiologia funcionando no hospital do Gama, onde são feitos mais de 400 exames de raio X diariamente. Os profissionais também acabam sobrecarregados. São apenas 322 médicos, divididos por área, para atender toda a demanda.
Ontem à tarde, não era difícil encontrar pacientes indignados com a demora no atendimento. Por volta de 15h30, um médico foi até a portaria para pedir “paciência” aos usuários. “É lamentável, mas só temos um médico hoje. Infelizmente, a realidade é
essa. Não vai ser possível atender todo mundo”, disse o médico a um aglomerado de gente que aguardava desde cedo na fila.
Com a informação, o motorista Sérgio Sabino, 45 anos, resolveu voltar para casa. Há dois meses uma mancha avermelhada surgiu em seu pé e, desde então, tem se espalhado pelo corpo, provocando ardência e descamação na pele. Ele veio de Luziânia e chegou no HRG às 7h. ” Já fui no hospital da minha cidade, mas me falaram para vir pra cá. Tô indo embora sem ser atendido. Às vezes eu me conformo porque tem gente pior que eu. Pelo menos não estou sentindo dor”.