Isabel Paz
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A votação será levada para segundo turno. De acordo com a sinalização do eleitorado – composto pelos 24 deputados distritais –, não há possibilidade de nenhum candidato alcançar maioria absoluta (13 votos) no primeiro turno. Os votos da oposição serão decisivos.
A pressão dos partidos na votação da eleição indireta é fundamental para a previsão dos votos. Se permanecer a composição dos blocos partidários, formados nas últimas 24 horas, a disputa em segundo turno será acirrada entre o governador interino Wilson Lima (PR) e o candidato do grupo contra o ex-governador Joaquim Roriz (PSC).
O eleitorado da oposição já é conhecido. Os quatro representantes do PT têm candidato próprio, que levará os votos em primeiro turno. Sem forças para chegar na reta final da disputa, esses votos devem migrar para o grupo anti-Roriz, que precisará dos petistas para eleger seu candidato.
Os partidos também fazem pressão para que seus correligionários apoiem o candidato do grupo contra Roriz. “É uma engenharia política muito grande”, disse Cláudio Abrantes, presidente do PPS. Segundo ele, o futuro político de muitos deputados depende da posição a ser adotada para essa situação excepcional, que deverá refletir os apoios na eleição de outubro.
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