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Brasília

Dupla é presa após instalar "chupa cabra" em caixa eletrônico de shopping no Lago Norte

Arquivo Geral

18/12/2012 17h27

Eric Zambon

eric.zambon@jornaldebrasilia.com.br

 

O “chupa cabra” voltou a atacar na tarde de ontem (17), dessa vez em um grande shopping do Lago Norte. Mas o “vilão”, que na verdade é uma máquina para clonar cartões de crédito e gravar senhas bancárias, foi descoberto a tempo pela equipe de segurança do lugar e não prejudicou usuários de um caixa eletrônico no 2º piso. Dois homens foram presos após serem flagrados, por câmeras de vigilância, instalando o equipamento.

 

De acordo com o delegado-chefe adjunto da 9ª Delegacia de Polícia (Lago Norte), Giancarlos Zuliano Júnior, os dois suspeitos foram ao shopping por volta das 16h de segunda-feira para colocar o “chupa cabra” na leitora de cartões do caixa eletrônico 24h. “Eles o instalam por cima do leitor e, através de um furo na parte superior, conseguem filmar os clientes digitando as senhas”, explicou o delegado Giancarlo.

 

Os dois homens, L.F.M, 27 anos, e O.R.P.S, 19 anos, moradores do Paranoá, voltaram ao local pouco mais de 5h depois para recolher os dados obtidos. Eles vestiam roupas diferentes, mas a equipe de segurança do shopping identificou a atividade suspeita e abordou os rapazes antes que eles deixassem o local, levando-os à 9ª DP.

 

“É uma reação que depende muito da habilidade do segurança”, explicou o delegado Giancarlo. Ele disse que a equipe do shopping tem treinamento especial, proveniente de São Paulo, e, por isso, foi capaz de desmascarar um crime tão sutil e difícil de ser reparado, já que milhares de pessoas utilizam caixas eletrônicos diariamente no estabelecimento.

 

L.F.M, o mais velho da dupla, já tinha duas passagens pelo mesmo crime, que configura tentativa de estelionato, e uma pela infração consumada, estelionato. Já o mais jovem possuía uma passagem também por estelionato.

 

Com os dois foram encontrados quatro cartões de crédito de agências bancárias distintas, um CPF, um cartão que a polícia acredita servir para abrir portas, a exemplo do que é visto em alguns hotéis, e quatro aparelhos celulares. Além desses objetos, dois itens peculiares: crachás de funcionários de uma grande emissora de televisão carioca com nome e fotos do suspeitos. O delegado Giancarlo afirmou, porém, que a identificação é falsa.

 

O.R.P.S. teve a liberdade provisória concedida pela Justiça do Distrito Federal e responderá ao processo por tentativa de estelionato em liberdade. Se condenados, os acusados podem pegar de um a cinco anos de prisão.

 

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