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Brasília

Duas mulheres são presas com 195kg de maconha na BR-060

Arquivo Geral

07/10/2015 14h30

Durante a Operação DF Sem Drogas, duas mulheres foram presas transportando 195kg de maconha na caçamba de um carro, na noite dessa terça (6). As suspeitas foram abordadas  na BR-060, na altura do Engenho das Lajes. A ação ocorreu depois que a Polícia Civil recebeu uma denúncia anônima. A operação é uma parceria com a Polícia Rodoviária Federal.
 
De acordo com a corporação, uma delas transportava a droga em um carro, enquanto a segunda seguia em outro veículo vigiando e “abrindo o caminho”. Elas estavam vindo de Goiânia (GO).
 
Segundo o delegado-chefe da Coordenação de Repressão às Drogas (COD), Rodrigo Bonach, a dupla Luana Chaves Mesquita, 30 anos e Joyce Cristina Borges de Faria, 28 anos, declararam que não sabiam da existência da droga, que foi avaliada em R$ 200 mil. O dono do carro ainda não foi apontado.
 
Durante a abordagem, agentes detectaram que o veículo que transportava a droga, um Fiat/Strada, havia sido furtado em Goiânia e estava com placa clonada.
 
Com elas ainda foram apreendidos pequenas porções de cocaína, dois celulares e R$ 50 em dinheiro. O delegado afirmou  que o crime das mulheres chamou a atenção por terem atuado por conta própria.  “Para a policia é incomum ver mulheres conduzindo uma ação de tráfico de drogas, algumas delas adquirem conhecimento através de seus companheiros traficantes e após eles serem presos elas dão continuidade ao tráfico, nesse caso elas tomaram a iniciativa”, explicou. 
 
Tráfico Interestadual
 
Bonach contou que a polícia não conseguiu identificar o local de origem da droga, embora a dupla tenha sido monitorada desde a saída de Goiânia. “Geograficamente, Goiânia é ideal para o tráfico porque chega da região fronteiriça, reposiciona aqui e vai difundindo. Nosso objetivo é estancar a entrada da droga. Se esse entorpecente entrar, ele vai ser estocado em algum lugar aqui no DF e isso deve ser evitado”, esclarece. “Você não consegue colocar no mercado 200 kg de uma vez para os compradores. Você traz em grande quantidade, estoca e vai fazendo a revenda para os contatos locais. Os traficantes menores passam a buscar e serem atacadistas, e hoje Goiânia é o atacadão das drogas”, conclui o delegado.
 
Ainda segundo Bonach, as rodovias federais são as principais rotas de tráfico na chegada e na passagem da droga pela capital federal.
 
As mulheres foram levadas para o Presídio Feminino do Distrito Federal e autuadas por tráfico interestadual de drogas e receptação, podendo pegar de 6 a 19 anos de reclusão. Somente Luana tem antecedentes criminais por danos.

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