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Brasília

Drogas e pichações são encontrados no Cemitério de Sobradinho

Arquivo Geral

31/10/2012 8h36

Johnny Braga
redacao@jornaldebrasilia.com.br

Nem o lugar destinado aos mortos escapa da ação dos vândalos. Roubo de vasos, placas de identificação e muros pichados são apenas amostras do que os criminosos podem fazer nos cemitérios do DF. A situação do cemitério de Sobradinho é crítica.

Os três seguranças e as oito câmeras de monitoramento não conseguem inibir a ousadia dos criminosos. Mas nem todos os cemitérios se encontram na mesma situação. No de Planaltina, por exemplo, há alguns anos, não há registro da ação de infratores.

Um dos maiores do DF, o cemitério de Sobradinho tem uma extensão de 234.501 metros quadrados e 22 mil sepultados, boa parte dos muros está coberta de pichações com frases ou símbolos de gangues.  Além disso, há relatos de furtos de objetos.

Durante o dia, a situação é calma. À noite, no entanto, tudo se inverte.  Os usuários de drogas tomam conta do lugar, pois sabem da dificuldade do trabalho dos vigilantes. A administração é realizada pela Campo da Esperança. A empresa informou que está intensificando as patrulhas e que as pichações têm sido removidas mas não tem como ser evitadas.

MUDANÇA POSITIVA
Em Planaltina, a realidade é diferente. O Cemitério Santa Rita – um dos menores do DF – com 16 mil sepultados, é motivo de elogios. Os muros estão limpos e sem marcas de pichações nos quase 156 mil metros quadrados. O local é bem organizado e   com os endereços sinalizados. A fachada passa por reformas.

Ontem, o vigilante Genilson Dantas, 40 anos, acompanhou sua família na limpeza do jazigo da família. “É uma demonstração de respeito para com quem já morreu manter tudo limpo.”, considera. Para os dois cemitérios a visitação esperada varia em torno de 50 mil visitantes.

Mesmo com a conservação e segurança aparentes, há alguns anos não se poderia afirmar que o cemitério de Planaltina era um local seguro. Segundo a dona de casa Selma de Araújo Guedes, 51 anos, o cemitério era repleto de consumidores de drogas e vários vasos já foram roubados do túmulo de sua mãe. “Hoje a situação é outra. Aqui mudou muito e está bem organizado”, afirma.

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