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Brasília

Droga à venda na capital federal é paraguaia

Arquivo Geral

26/03/2013 8h20

Um levantamento da Coordenação de Repressão às Drogas (Cord)  revela que mais de 60% do ecstasy consumido em festas do DF não contém   MDMA (metilenodioximetanfetamina), princípio ativo da droga fabricada   na Europa. O ecstasy vendido por traficantes do Distrito Federal  vem do Paraguai.

 

A falsificação foi comprovada quando a Cord gravou, com autorização do Judiciário, conversas de usuários. Eles reclamavam com traficantes da qualidade da droga. “O ecstasy do Paraguai é misturado com Clobenzorex, uma substância de efeito estimulante, mas capaz de causar dependência física ou psíquica”, afirma o delegado Luiz Alexandre Gratão.

 

Risco de morte

O usuário não sabe o que está tomando e pode morrer durante uma ingestão. O Clobenzorex contém anfetamina, utilizada como supressor de  apetite, e está na lista  das substâncias psicotrópicas   proibidas no País.

 

O  ecstasy paraguaio tem  embalagem semelhante ao verdadeiro  para ludibriar os consumidores. É usado até mesmo o símbolo. Na ânsia de ingerir a bala,  como a droga é conhecida, o usuário só percebe a má qualidade com o efeito.

 

 A droga paraguaia tem pelo menos dois  grandes atrativos para o traficante. O primeiro é o lucro. Uma bala é vendida   entre R$ 40 e R$ 60, sendo do Paraguai ou da Europa. Por não conter    MDMA em sua composição, o usuário precisa consumir uma dose maior   e gasta muito mais dinheiro.  O outro é que a perícia da polícia precisa ser muito mais apurada para constatar o grau do alucinógeno, pois o MDMA é suprimido pelo Clobenzorex.  

 

Segundo o delegado Gratão, a Cord   acompanha  as baladas onde o ecstasy tem seu nicho. A polícia já sabe, por exemplo, que a maioria das festas é divulgada na internet.  Os promoters convidam os traficantes, e dessa forma  colocam os eventos em evidência.

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