Luís Augusto Gomes
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A professora L.A.T., de 37 anos, viveu momento de tensão e medo na segunda pela manhã. Ela foi abordada por três assaltantes, entre elas uma mulher, quando levava a filha de 12 anos para a escola. “Quero ver se você tem vida de gato”, disse um dos ladrões, ao fazer roleta-russa com a vítima.
O assalto aconteceu em frente ao Centro de Ensino Fundamental (CEF 13), na EQNP 30/34, a cerca de 50 metros da 23ª Delegacia de Polícia, no Setor P Sul, em Ceilândia. A professora reduziu a velocidade do Citroën C3 prata para passar em um quebra-mola, quando foi surpreendida pelo trio.
Segundo L.A.T., um dos assaltantes estava em uma motocicleta e o casal na esquina de um beco. Ela conta que a ação foi muito rápida. Um dos ladrões entrou no carro e a levou para uma estrada de terra, no Setor de Chácaras, no Sol Nascente. Eles foram seguidos pela moto, que dava cobertura.
Foram 60 minutos de tensão. Ela relata que pensava nos filhos e na possibilidade de um desfecho trágico. Implorou por sua vida. Disse a eles que poderiam levar o carro, mas que a poupassem para criar os filhos.
A vítima foi agredida com uma coronhada na cabeça e tapas no rosto e na boca. Medicada no Hospital Regional de Ceilândia de (HRC), a professora levou pontos na ferida provocada pelo golpe com a arma. “Foi o pior momento que vivi em meus 37 anos de vida. Essa violência reflete a falta de segurança em Brasília”, reclamou.
A polícia recuperou o Citroën na área rural da cidade. O veículo foi levado para ser periciado no pátio da delegacia. O delegado-adjunto, Rafael Ferreira Bernardino, disse que investigadores da 23ª estão nas ruas à procura dos ladrões.