Mulher não é o sexo frágil, pelo menos na Diretoria de Operações Especiais – Grupo tático de intervenção penitenciária e escoltas do Sistema Penitenciário do Distrito Federal (DPOE). Homens e mulheres acabam recebendo as mesmas missões e tratamento do diretor e criador da DPOE, Mauro Albuquerque.
“Elas são altamente treinadas e capazes de enfrentar qualquer situação no ambiente carcerário”, conta. De acordo com ele, além de serem tão capazes quanto os homens, as mulheres são mais dedicadas. “A presença feminina deixa o ambiente mais leve”, completa Mauro. Hoje, 12 mulheres estão nos quadros da DPOE.
De acordo com a agente penitenciária Edilenia Bechepeche, lotada na DPOE desde sua criação, em 2001, não há diferença na rotina de trabalho e no treinamento diário de homens e mulheres. “Somos respeitadas em todas as atividades”, diz Edilene, que atuou na intervenção na última rebelião ocorrida no DF, em 2001.
Discriminação
Há três anos na DPOE, Jaqueline Reisman, agente de atividades penitenciárias, tem a mesma opinião. “Mesmo no universo de 164 homens e só 12 mulheres não sofremos discriminação”, comenta. O número reduzido se deve à escassez de mulheres no Sistema Penitenciário. Há necessidade maior nos presídios por conta dos dias de visitas, às quartas e quintas-feiras.
A DPOE foi criada como Gerência Penitenciária de Operações Especiais (GPOE) e é uma unidade operacional, vinculada à Subsecretaria do Sistema Penitenciário do DF (Sesipe).