O enfermeiro que aplicou a superdose de adrenalina na menina Rafaela, de um ano e sete meses, prestou depoimento no Conselho Regional de Enfermagem (Coren-DF). Ele alegou que questionou a médica a respeito da dosagem duas vezes. A aplicação foi intramuscular, que tem absorção mais lenta. Ele disse que se fosse intravenosa, como é de costume, não teria feito.
O enfermeiro afirmou que temeu que algo pudesse acontecer com a menina, caso ela não recebesse a adrenalina. O código de ética de enfermagem estabelece que o profissional pode se negar a fazer a aplicação.
De acordo com a Secretaria de Saúde, a médica responsável pela prescrição, F.S., apresentou novo atestado médico e deve ficar afastada por mais 30 dias. A profissional estava de licença médica há uma semana.
O prazo para que o Coren finalize o relatório sobre a investigação termina em julho. Caso a conclusão aponte culpa do enfermeiro, ele pode perder o registro profissional. A médica ainda deve ser ouvida pelo Conselho Regional de Medicina.