Um homem acusado de abusar sexualmente de crianças durante sessões de ensaios fotográficos foi preso por volta das 12h desta quarta-feira (18). Luiz Fernando Correia Andrade, de 22 anos, era dono do estúdio chamado Luiz Fernando Produções Fotográficas, localizado na CLSW 303 Bloco 303 Loja 41 Subsolo, no Sudoeste, e agia na profissão há sete anos.
Segundo informações do delegado-chefe da 3ª Delegacia de Polícia (Cruzeiro), Aluízio de Carvalho, o acusado estava realizando uma de suas sessões na manhã de hoje com uma garota de sete anos acompanhada da mãe, quando ele pediu que ela se retirasse por um tempo para que a menina se “soltasse” mais, já que, segundo o fotógrafo, a garota estava tímida devido à presença da mulher. Ela se ausentou por aproximadamente dez minutos.
De acordo com a mãe, que não quis se identificar, a menina ao encontrá-la afirmou que o homem teria tocado em seu corpo diversas vezes e perguntado se ela estava vestindo calcinha. Após o incidente, o pai foi rapidamente informado e em seguida foi prestar contas com o fotógrafo. Outra acusação surgiu após esse encontro, que ocasionou em agressões físicas por parte do acusado, assim, ele também poderá responder por lesão corporal.
O acusado já estava sendo investigado há alguns meses, devido outra denúncia de abuso sexual a uma criança de mesma idade no Guará. Hoje, após ser levado para a delegacia, uma busca foi realizada em seu estúdio fotográfico. Foram apreendidos computadores, cd’s, e outros arquivos que após a averiguação, foram encontradas várias fotos de crianças semi-nuas.
Luiz Fernando nega o crime e não quis fazer nenhum comentário. Segundo informações, ele costumava fotografar, principalmente, festas infantis, apesar de ter realizado sessões com adolescentes e adultos, chegando a fazer ensaios nus com estes.
Ele irá responder por estupro de vulnerável (quando o crime envolve criança), podendo pegar de 8 a 15 anos de prisão; Armazenamento de dados pornográficos, 1 a 4 anos de reclusão e multa; além de outras acusações na 4ª Delegacia de Polícia (Guará) e na Delegacia de Proteção da Criança e do Adolescente (DPCA).