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Brasília

Dois suspeitos pela morte do agente da PF estão presos

Arquivo Geral

10/08/2012 7h04

Luís Augusto Gomes
luisaugusto@jornaldebrasilia.com.br


A Polícia Civil prendeu dois homens suspeitos de envolvimento no assassinato  do agente da Polícia Federal Wilton Tapajós Macedo, de 54 anos. Ele foi morto no último dia 17, no Cemitério Campo da Esperança.  A dupla foi localizada em Valparaíso (GO), Região Metropolitana  do Distrito Federal, a cerca de 35 quilômetros de Brasília. A polícia mantinha a prisão sob sigilo.

 

De acordo com a polícia, os supostos autores conheciam Tapajós.  Segundo uma fonte policial, os homens teriam,  supostamente, uma relação familiar com a vítima e estão presos em uma cela no Departamento de Polícia Especializada (DPE), no Parque da Cidade.

 

As investigações apontam que morte  teve como motivação interesse financeiro. Os bens seriam um apartamento e um carro. Os investigadores da 1ª Delegacia de Polícia (Asa Sul), comandados pela delegada Mabel Alves de Faria Correa, apreenderam também a arma usada no assassinato. O revólver calibre 38 está com a perícia, no Instituto de Criminalística (IC).

 

A fonte policial não informou qual dos suspeitos  disparou os tiros que mataram Tapajós. O policial foi assassinado com dois tiros na cabeça enquanto   visitava o túmulo dos pais, e foi surpreendido pelos algozes.

 

O agente costumava ir todo mês ao cemitério. Segundo a Polícia Federal, Tapajós estava armado com uma pistola Glock nove milímetros, no momento do assassinato, mas não chegou a reagir. Há indícios de que ele foi executado quando rezava, de joelhos. O fato de a arma  e a carteira com dinheiro e documentos pessoais não  terem sido roubadas pelos suspeitos chamou a atenção da polícia. No entanto, o  Gol branco que era do filho do policial foi  levado. Os investigadores não haviam localizado o carro até o fechamento desta edição.

 

A delegada Mabel de Faria quer esclarecer  se as ameaças que o policial recebia eram feitas pela dupla presa.  Ele  teria, inclusive, registrado ocorrência na Corregedoria da Polícia Federal depois de   ser perseguido por um carro na saída de um shopping.

 

Diante dessas informações,  ganhou força desde o início das investigações   a possibilidades de morte encomendada. As polícias Civil e Federal trabalharam em sigilo, evitando vazamento de informações para não prejudicar a elucidação do crime.

 

O Jornal de Brasília publicou com exclusividade o envolvimento  de dois suspeitos. A informação foi confirmada dois dias depois do assassinato pela superintendente Regional da Polícia Federal no DF, Silvana Borges.

 

Por meio de nota, a Polícia Civil informou que não irá se pronunciar a respeito de especulações envolvendo a morte do policial federal Wilton Tapajós Macedo. As investigações sobre o caso vão prosseguir e mais informações serão repassadas oportunamente.  

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