O mercado da construção civil no Distrito Federal vive um momento de retomada. A mais recente Sondagem da Indústria da Construção da Federação das Indústrias do Distrito Federal (Fibra) aponta crescimento da atividade pelo terceiro mês consecutivo, recuperação do emprego e aumento da utilização da capacidade operacional das empresas para 65%, indicadores que revelam um ambiente mais aquecido para novos investimentos, lançamentos imobiliários e expansão do setor na capital federal.
O cenário observado no Distrito Federal acompanha a tendência registrada em todo o país. A Sondagem da Indústria da Construção, elaborada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) em parceria com a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), mostrou melhora em todos os indicadores de expectativa do setor, com avanço das projeções para novos empreendimentos, aumento do nível de atividade, crescimento da expectativa de contratação de trabalhadores e recuperação da intenção de investimento por parte dos empresários.
Mais do que um aumento do ritmo das obras, especialistas avaliam que os indicadores apontam para uma mudança de ciclo na construção civil. Se nos últimos anos o mercado foi impulsionado principalmente pela retomada da atividade econômica, a próxima fase tende a ser marcada por empreendimentos capazes de responder às novas demandas da população, reunindo mobilidade urbana, sustentabilidade, tecnologia, eficiência construtiva, conforto e qualidade de vida.
Esse movimento já influencia o mercado imobiliário brasiliense. Incorporadoras têm direcionado seus projetos para um consumidor mais exigente, que busca, além de localização privilegiada, soluções que proporcionem valorização patrimonial, conveniência e uma experiência de morar alinhada às transformações da cidade.
Para o diretor de Engenharia da Faenge, Alysson Cabral, a recuperação observada no Distrito Federal confirma que o setor entra em uma nova etapa de desenvolvimento. “Os indicadores mostram que a construção civil volta a ganhar ritmo no Distrito Federal, mas o próximo ciclo de crescimento será definido pela qualidade dos empreendimentos que chegam ao mercado. Hoje, quem compra ou investe procura soluções que integrem mobilidade, sustentabilidade, eficiência, rentabilidade, conforto e inovação. Mais do que construir em maior volume, o desafio é desenvolver projetos que acompanhem a evolução da cidade e entreguem valor de longo prazo para as pessoas e para os investidores”, explica Alysson.