Com a maior renda per capita e a 8ª posição do ranking da produção de riquezas do Brasil, prostate o Distrito Federal apresenta grandes diferenças sócio-econômicas entre suas 30 regiões administrativas. A Companhia de Planejamento do Distrito Federal (Codeplan) traçou o perfil de 15 cidades consideradas de baixa renda na capital do País. O número da população nessas regiões são de 260 mil pessoas, purchase 10% da população local.
Brazlândia, Samambaia, Recanto das Emas, Riacho Fundo, Riacho Fundo II, Estrutural, Sobradinho II, São Sebastião, Santa Maria, Paranoá, Varjão, Planaltina, Gama, Itapuã e Ceilândia.
“Espero que esses dados ajudem a desenvolver política públicas para mudar a realidade das pessoas”, afirmou o presidente da Codeplan, Rogério Rosso.
Na pesquisa, revelou-se que a maior parte dos moradores de baixa renda trabalha com serviços em geral, comércio, construção civil e serviços domésticos. As regiões pesquisadas oferecem mais de 1/3 dos postos de trabalho para seus moradores.
A pesquisa constatou uma pequena variação na renda dos moradores com as menores rendas. Um terço da população (37,25%) tem renda abaixo de dois salários mínimos. A Estrutural (40,5%) e Sobradinho II ( 32,2%), seguidos por Brazlândia e Samambaia ocupam praticamente os mesmos patamares (26,5%) para os domicílios com renda entre um a dois salários mínimos.
Quanto à renda domiciliar per capita, a mais alta participação relativa foi registrada naqueles que ganham até meio salário mínimo, com destaque negativo para a localidade de Sobradinho II (81%). Em seguida, aparecem a Estrutural (75,5%), Samambaia (50%) e Brazlândia (30,5%).
Com relação a bens domésticos nas residências de baixa renda, o fogão está presente em 91% dos domicílios, 90% tem geladeira e 85% tem ferro elétrico. Quase 80% dos domicílios possuem aparelho de televisão. Os celulares pré-pagos é bastante utilizado na maioria das residências, com destaque para a Estrutural (46%). Celulares pós-pagos têm pouca representatividade, aparecendo mais nas casas do Riacho Fundo (5,7%).
Em Brazlândia, Sobradinho II e Samambaia , mais de 80% dos domicílios são considerados permanentes e a maioria deles é considerada como “casa”. Na Estrutural há o maior percentual de barracos, com 20,3%, seguida por Sobradinho II, 18,1%.
Um terço da população de baixa renda é formada por estudantes, sendo predominantemente o ensino fundamental incompleto. Em Brazlândia concentra-se o maior índice de analfabetos (5%). As médias do DF são de 3,5% e do Brasil é de 10%.