A partir desta segunda-feira (13), stuff a Diretoria de Saúde Ocupacional – DSO sairá do espaço pequeno e desconfortável onde atendia os servidores da educação, na 705/905 Norte, e vai para onde ficava a Escola Classe 711, totalmente reformada para atendê-los em local amplo e acolhedor.
“A nova perícia coloca fim a um longo tempo em que nossos servidores esperavam atendimento fora do prédio, sujeitos a intempéries”, afirma o secretário de Educação, José Luiz Valente.
Agora serão 28 consultórios no Plano Piloto. Todos os serviços, antes localizados em endereços distintos – perícia e junta médica, psicologia, dependência química e o programa de readaptação funcional – foram reunidos no mesmo prédio. Na 705/905, onde ficava a perícia, só havia quatro consultórios médicos e mais quatro salas – três para atendimento psicológico e uma para o serviço social.
Os programas de dependência química e de readaptação funcional, por exemplo, ocupavam salas do Gisno, na 907 Norte, causando transtornos por causa do deslocamento de prontuários médicos e falta de intercâmbio entre a DSO e os coordenadores desses setores.
“Tudo isso sempre gerou irritabilidade no servidor, dificultava o trabalho. Com o novo espaço, vai melhorar muito a qualidade do serviço médico”, diz Valente, e completa: “O espaço da 705/905 era um grande entrave para prestar um serviço de qualidade, era muito pequeno para atender à demanda diária”
O que já havia melhorado vai ficar melhor ainda
Quando o perito Admir Cunha Gadelha assumiu a Diretoria de Perícia Médico Odontológica, em 2007, encontrou um quadro de trabalho bastante difícil: não havia horário controlado para atendimento e a demanda era tão grande que trazia desconforto tanto a quem estava ali trabalhando para proporcionar um atendimento como para quem buscava este atendimento.
“Eram muitas pessoas reunidas no mesmo horário e no mesmo espaço físico pequeno na 705/905 Norte”, conta Admir. “Era comum confundir biometria, que é o atestado de afastamento de um a 30 dias, com a junta médica, que é o atestado acima de 30 dias”.
Admir logo providenciou uma pesquisa de opinião com os servidores atendidos para traçar um perfil do atendimento. Foram ouvidos 124 servidores e o resultado apontou o alto índice de insatisfação.
A partir daí, ele implantou normas de procedimento para os cinco setores da DSO – perícia médica, junta médica, psicologia, dependência química e o programa de readaptação funcional – PRF: ampliou os horários de atendimento no Plano Piloto e Taguatinga; passou a atender com hora marcada e criou a biometria – atendimento para atestados de um a 30 dias de afastamento – e as juntas médicas – afastamentos superiores a 30 dias.
São 16 médicos no Plano, onde são realizadas 180 biometrias e 26 juntas médicas por dia, e cinco em Taguatinga, com média diária de 220 biometrias. O agendamento para as juntas médicas acabaram com a aglomeração de servidores que procuravam os serviços médicos.
São oito psicólogos e duas assistentes sociais no Plano e quatro psicólogos, quatro assistentes e um psiquiatra em Taguatinga. Há ainda os profissionais que compõem o programa de dependência química, que reúne um médico, outras quatro psicólogas e duas assistentes sociais.
Os distúrbios mentais preenchem 80% do atendimento geral. Por isso foi criada uma equipe multiprofissional. A medida proporcionou a redução significativa dos afastamentos. O distúrbio mental mais incidente é a depressão, principalmente em professores e assistentes de administração. O problema de alcoolismo acomete mais vigias e motoristas. E as lesões musculares são mais comuns no pessoal de limpeza e merendeiras.
Admir também introduziu visitas às regionais de ensino para esclarecer aos servidores quanto às atividades desenvolvidas na DSO, tirar suas dúvidas e orientá-los quanto à necessidade de cuidar da saúde.
“Só essas medidas reduziram o índice de insatisfação em torno de 60% e atualmente a aceitação dos serviços da DSO está em torno de 80%”.