Menu
Brasília

Dicas para quem usa serviços de manobrista

Arquivo Geral

16/07/2010 8h19

Marina Marquez
marina.marquez@jornaldebrasilia.com.br

 

Sempre que deixar o carro com o serviço de manobrista em um estabelecimento comercial procure guardar a nota fiscal do estabelecimento e o canhoto do valet por pelo menos seis meses. A dica é do presidente do Instituto Brasileiro de Estudo e Defesa das Relações de Consumo (Ibedec), José Geraldo Tardin. Segundo ele, essa é a única forma de se prevenir caso descubra um problema no veículo ou receba uma multa no período que estava no local. Além disso, quando entregar e pegar a chave é importante conferir os pertences e as condições do veículo, com o manobrista presente.

 

A empresa que oferece o serviço de manobrista, mesmo que seja terceirizada, deve se responsabilizar por qualquer dano ao carro do cliente, e é a primeira que deve ser procurada em caso de algum amassado, arranhado ou objeto que sumiu. “Não interessa se é um serviço pago pelo cliente ou pela empresa. Se ela oferece, é responsabilidade dela”, explica José Geraldo.

 

Vítima

 

O próprio presidente do Ibedec já passou por problemas com o serviço de valet. Foi a um restaurante e deixou o carro com manobrista. Alguns meses depois recebeu uma multa que, quando consultou o local e horário, percebeu que não tinha cometido. “Confiei no serviço para evitar o perigo de andar até a quadra, pela comodidade. Mas essas coisas acontecem, por isso a importância de guardar o comprovante e fazer o check-in de cada item quando entregar a chave”.

 

Os problemas com o serviço não são tão comuns, mas acontecem, segundo Maicon Alves dos Santos, manobrista há sete meses. “Se acontece algo, como uma batida, o dono da empresa arca com o prejuízo e, dependendo do que for, desconta no salário”, afirma. Para estacionar o carro de clientes de três estabelecimentos na 209 Sul, ele comprovou que possuía a habilitação para dirigir e passou por um treinamento de três meses. Hoje, trabalha durante o dia juntamente com outro manobrista. “Nós revezamos. Enquanto um pega as chaves, o outro vigia os carros no bolsão de estacionamentos que deixamos os veículos. Às vezes acontece de deixarmos em fila dupla, mas só em casos raros, e no máximo dois carros”, revela.

 

Com o colega de Maicon, Luiz Alberto Pereira de Jesus, manobrista há um ano e meio, o treinamento foi semelhante e os problemas são os mesmos. “Acompanhei e fui treinado pelos mais antigos um bom tempo. Até porque não basta saber dirigir, temos que estar atualizados e saber conduzir tanto um carro comum, básico e manual, como os importados, automáticos”, conta ele, que já sofreu um acidente com carro do cliente. Na ocasião, a empresa arcou com a despesa e foi descontado do salário, em várias parcelas.

 

Leia mais na edição desta sexta-feira (16) do Jornal de Brasília.

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado