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Dias secos e abafados voltam a castigar o DF

Chuvas permanentes só na segunda quinzena de outubro

Foto: Agência Brasil

A partir de hoje, a seca, o calor e os dias abafados voltam a castigar o dia a dia do brasiliense. De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) as chuvas tão festejadas que caíram desde a última sexta-feira até ontem, só voltam de forma permanente na segunda quinzena de outubro. “Setembro é um mês de pancadas pontuais, ainda um mês seco. Os próximos dias serão quentes, com temperaturas altas”, disse o meteorologista Olívio Bahia.

As chuvas que tornaram a vida no Distrito Federal mais agradável poderiam ter causado problemas sérios à agricultura e a segurança das pessoas, caso se repetisse no DF o que ocorreu em Patos de Minas (MG), na madrugada de ontem, quando depois de uma estiagem de 120 dias a cidade que foi atingida por uma forte tempestade de granizo.

“Demos sorte porque em Minas, bem próximo daqui, caíram pedras de granizo do tamanho de uma bola de ping pong, causando prejuízo à agricultura”, disse Bahia.

Segundo o meteorologista, ontem foi um dia de alerta para possíveis pancadas de chuva e trovoadas isoladas. A partir de hoje, os dias secos e sem chuvas estão de volta. A previsão do Instituto é que dias nublados só voltem à cidade a partir de 03 de outubro. Já na vizinha Minas Gerais, as chuvas devem continuar. Olívio Bahia alertou, ainda, que as pancadas pontuais que podem cair de forma eventual na cidade podem vir com ventos fortes e raios. “O calor está intenso e faz com que as chuvas sejam fortes”.

Olívio alertou que o desmatamento pode aumentar em até cinco graus a temperatura. “Quando uma área de cerrado é desmatada e construída, a diferença de temperatura pode variar de dois a cinco graus”, explicou.

Desmatamento do cerrado

De acordo com o Clima Info, o Dia do Cerrado foi comemorado no dia 11 de setembro. Mas a verdade é que temos muito pouco o que comemorar. Mais da metade desse importante bioma, apelidado de caixa d’água do Brasil, já foi destruído devido às vastas queimadas e desmatamento ilegal. Para entender melhor o que está acontecendo no Cerrado, Cinthia Leone, do Instituto ClimaInfo, conversou com Isabel Figueiredo. Ela coordena o programa Cerrado e Caatinga do Instituto Sociedade, População e Natureza (ISPN) e tem muito o que nos ensinar.
O processo de desmatamento do Cerrado consolidou-se ao longo da segunda metade do século XX, graças aos avanços da agropecuária para o interior do país nesse período. Dados revelam que menos de 48% da vegetação original encontra-se total ou parcialmente conservada, e, para piorar, o desmatamento vem aumentando em grande medida nos últimos anos, sendo maior até mesmo que o da Amazônia.

As principais causas da devastação do Cerrado são o avanço das queimadas e a retirada de suas matas para a utilização do solo na agropecuária. A área de sua ocupação original configura-se, hoje, como o principal local fornecedor de grãos do Brasil, com destaque para a soja, que é voltada, principalmente, para o mercado externo. Tal processo ocorreu graças aos avanços dos sistemas de cultivo, que permitiram a instalação de lavouras em locais antes considerados pouco propícios, pois os solo

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